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Geração de ouro: os 50 anos da turma do aluno Marcelo

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Fotografia com alguns dos ex-alunos da Faculdade de Direito que entraram para o curso em 1966. A segurar a bola, o advogado José António Barreiros; na primeira fila à esquerda, Marcelo Rebelo de Sousa; na primeira fila de pé, Carlos Santos Ferreira, ex-presidente do BCP

DR

Passaram 50 anos desde que a turma de 1966 do curso de Direito da Universidade de Lisboa iniciou as aulas. A partilhar carteiras estavam nomes como o de Marcelo Rebelo de Sousa, Leonor Beleza, Braga de Macedo, Vítor Milícias, Pacheco Pereira e Rão Kyao. A 17 de junho, haverá um jantar comemorativo dos 50 anos do curso

Há 50 anos, vários caloiros inciavam o seu curso de Direito na Faculdade de Direito de Lisboa. Decorria o ano de 1966 e talvez não fosse fácil adivinhar que uns anos mais tarde tantos daqueles caloiros viriam a ser nomes tão conhecidos, da política à economia, da diplomacia ao jornalismo, da cultura ao desporto.

Um desses alunos de Direito de 1966, com o número 256, é o atual Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, que estará presente no jantar comemorativo dos 50 anos do curso, a 17 de junho, na Biblioteca da Faculdade de Direito de Lisboa.

O atual Presidente disse, em 2012, em entrevista ao Expresso, que aquele ano foi "uma época áurea", confessando ter tido sorte com os colegas. "Fiz parte de uma turma excecional, muito competitiva, na qual houve três alunos que acabaram com média de 18 e dois com 19."

Mas Marcelo é apenas um dos muitos alunos da turma de 1966 que viriam a entrar no panorama político, económico ou cultural do país. Na fotografia, estão apenas alguns desses nomes: para além de Marcelo (à esquerda na fila em baixo), está também o advogado José António Barreiros (no meio, em baixo, a segurar a bola) e Carlos Santos Ferreira, ex-presidente do BCP (na primeira fila em pé, à esquerda).

Muitos outros nomes estiveram entre os ex-alunos do curso de Direito e alguns marcarão lugar no jantar comemorativo. Entre eles estão os ex-ministros Maria Leonor Beleza, João Soares, Jorge Braga de Macedo e ainda Vítor Dias (que foi do gabinete de imprensa do PCP), o historiador José Pacheco Pereira e o ex-deputado do PS Carlos Beja.

Há também os que enveredaram para a diplomacia, como Marcelo Curto, Fernando Ramos Machado, João Lima Pimentel, José Tadeu Soares, Sousa Uva, Rui Félix Alves e Manuel Fernandes Pereira.

Os padres João Seabra e Vítor Melícias surgem no longo elenco. E entre os nomes do jornalismo e cultura, está Carlos Albino, João Amaral, antigo diretor da Rádio Renascença, João David Nunes, antigo diretor da Rádio Comercial, Luísa Guerreiro, ex-Agência Lusa, Francisco Belard, antigo jornalista do Expresso, Carlos Cáceres Monteiro e Óscar Mascarenhas, ambos já falecidos, Manuel Silva Pereira e Luís Pinheiro de Almeida, Prémio Pró-Autor da SPA 2016, para além de Rão Kyao.

Manuel Vilarinho, ex-presidente do Benfica, também fez parte do curso. Do campo estrito do Direito, destacam-se algumas presenças no jantar comemorativo, entre eles, António Santos Carvalho (juiz do Tribunal de Contas), Clemente Galvão, Helena Coelho, Jaime Palhota, Jashavantilal Hirgee (ex-secretário-geral da Faculdade), José Sales, Manuel Pereira Coutinho, Manuela Vitorino, Miguel Eiró, Rita Luzes, Vasco Pimentel Galvão e Nuno Caldeira da Silva, que vem expressamente da Tailândia.

Por sugestão de Marcelo Rebelo de Sousa, para o encontro foi convidado o ministro da Cultura, Luís Filipe Castro Mendes, sobrinho do Professor Castro Mendes, que vai ser homenageado pelo curso.