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Passos diz que lá fora sabem que quem manda é o PCP e BE

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Marcos Borga

“Andam os ministros deste Governo a dizer pelo mundo inteiro 'vale a pena investir em Portugal, invistam em Portugal' e acham que as pessoas lá fora não sabem que quem manda no Governo é o PCP e o Bloco de Esquerda”, afirmou o líder do PSD em Vila Nova de Gaia

O líder do PSD afirmou esta segunda-feira que os ministros socialistas "andam lá fora" a apelar ao investimento no país, mas lembrou que "as pessoas lá fora sabem que quem manda" no Governo "é o PCP e o BE".

"Andam os ministros deste Governo a dizer pelo mundo inteiro 'vale a pena investir em Portugal, invistam em Portugal' e acham que as pessoas lá fora não sabem que quem manda no Governo é o PCP e o Bloco de Esquerda", disse Pedro Passos Coelho que esta noite participou numa sessão comemorativa do 42.º aniversário do PSD que se realizou em Vila Nova de Gaia.

Num discurso em que reiterou "estranhar que o PS adote como sua agenda aquela que é a agenda do BE e do PCP", Pedro Passos Coelho também estabeleceu paralelismos entre Portugal e a Grécia, e referiu que os ministros falam dentro ou fora do país "conforme as audiências".

A este propósito, o ex-primeiro-ministro refletiu sobre o facto de os investidores terem "desconfiança" face ao BE e ao PCP, admitindo que essa postura é correspondida por estes partidos, para ironizar: "Algum dia olhando para uma solução de Governo desta natureza investem a pensar no que pode acontecer nos próximos anos", disse.

O líder dos sociais-democratas também desafiou o Governo a dizer se vai ou não nacionalizar o Novo Banco, vincando que a venda do Novo Banco "é muito importante para o sistema financeiro português" porque "se ele não for bem vendido, os outros bancos vão pagar a fatura".

"Devíamos todos ter interesse em promover um contexto e um clima para que o Novo Banco fosse vendido por um bom valor, mas o que se ouve volta e meia é que o melhor era nacionaliza-lo. E o primeiro-ministro no Parlamento não exclui a hipótese. Não diz que sim, mas também não diz que não", criticou o líder do PSD.
Já num período de síntese da sua intervenção, e perante uma sala cheia de militantes do Grande Porto, Passos Coelho disse que "não foi para isto" que o Governo por si liderado "trabalhou tanto", recusando "voltar a um passado que o país não merece".

"Não fizemos tudo o que fizemos para que agora umas cigarras venham cá dizer que agora que isso tudo está feito, tudo vai ser uma maravilha se fizermos ao contrário. Fazer ao contrário naquilo que é estrutural atira-nos para o passado", defendeu.

Esta noite foi também lançado o repto ao Governo para que "esclareça a Comissão Europeia sobre como é que pretende atingir as metas" com Passos Coelho a exigir que "não venha dizer que vão ser precisas mais medidas gravosas" porque "o PSD deixou isto num caos".

Além dos desafios, o líder do PSD deixou uma espécie de conselho a António Costa: "Em vez de o primeiro-ministro português andar a assinar manifestos contra a austeridade com o primeiro-ministro grego, talvez devesse estar reunido com o primeiro-ministro da Irlanda para saber como é que eles conseguiram crescer 7,5% em vez de a Grécia que continua na recessão e no resgate", afirmou.