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PSD e CDS pedem ao PS o máximo consenso na resolução contra sanções

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Marcos Borga

Na carta dirigida ao presidente do PS Carlos César, os líderes parlamentares do PSD e do CDS defendem que o Parlamento “deve expressar uma posição que traduza aquela vontade última comum da sociedade portuguesa e possa obter o maior apoio parlamentar possível”

Os líderes parlamentares do PSD e CDS pediram esta quarta-feira ao seu homólogo socialista o maior consenso possível na aprovação de uma resolução contra a aplicação de sanções a Portugal, salientando abertura para negociar um texto comum.

Esta posição consta numa carta que Luís Montenegro e Nuno Magalhães escreveram ao presidente do PS Carlos César, à qual à agência Lusa teve acesso, na qual defendem que a aprovação pelo Parlamento de uma resolução contra a aplicação de sanções a Portugal pela Comissão Europeu, teria "naturalmente um valor deliberativo reforçado", sobretudo em comparação com o voto apresentado pelo PS sobre a mesma matéria.

Esta resolução comum a PSD e CDS contra a aplicação de sanções a Portugal, assim como o voto apresentado pelo PS sobre idêntico tema, deverão ser discutidos e votados em plenário da Assembleia da República na próxima quinta-feira.

Na carta dirigida a Carlos César, Luís Montenegro e Nuno Magalhães defendem que o Parlamento "deve expressar uma posição que traduza aquela vontade última comum da sociedade portuguesa e possa obter o maior apoio parlamentar possível".

"Mais, entendemos que essa posição do Parlamento deve ser expressa através de uma resolução, que tem naturalmente um valor deliberativo reforçado e mais adequado a situações meramente eventuais não verificadas", advertem.

Num apelo reforçado ao consenso, os presidentes das bancadas do PSD e do CDS salientam a Carlos César que "é responsabilidade de todas os grupos parlamentares contribuir para que o Parlamento possa deliberar sobre o mais importante: o que nos une, secundarizando o que nos diferencia".

"Procurámos elaborar uma proposta de resolução que é factual e se concentra nos aspetos mais consensuais, mas mantemos naturalmente toda a disponibilidade para analisar o respetivo conteúdo", bem como "comentários" ou "sugestões" da parte do PS, referem na mesma carta os líderes parlamentares social-democrata e centrista.