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PSD acusa PS de seguir lógica de 'Syrização'

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Alberto Frias

O vice-presidente do PSD Jorge Moreira da Silva recusou ainda este domingo que estejam atualmente em causa sanções contra Portugal, defendendo que o tema é usado pelo PS como “cortina de fumo” para evitar o que é “verdadeiramente importante”

O vice-presidente do PSD Jorge Moreira da Silva afirmou que os sociais-democratas ainda não perderam "a esperança que, no quadro parlamentar, o PS possa dar um contributo para uma mudança de estratégia" quanto ao crescimento económico e emprego, embora tenha detetado neste Congresso socialista uma "lógica de Syrização, que não ajuda nada ao desenvolvimento do país".

"Este Congresso permite constatar que o PS encostou mesmo aos partidos à sua esquerda, que existe uma preponderância por parte do BE na agenda, no discurso e até na abordagem à questão europeia", argumentou.

Moreira da Silva recusou ainda este domingo que estejam atualmente em causa sanções contra Portugal, defendendo que o tema é usado pelo PS como “cortina de fumo” para evitar o que é “verdadeiramente importante”.

"O tema das sanções é um tema que acaba por surgir como uma cortina de fumo para não falar verdadeiramente do que é importante. O que neste momento é decisivo é se queremos ou não responder aos grandes desafios que Portugal tem, nomeadamente, o crescimento ou emprego", afirmou Jorge Moreira da Silva.

Após a sessão de encerramento do 21.º Congresso do PS, em que o líder socialista e primeiro-ministro, António Costa, lançou um desafio para que haja unanimidade contra a aplicação por Bruxelas de sanções por défice excessivo, o PSD sublinhou que neste momento não se justificam "bravatas com a Europa". "Não se justificam porque não estão neste momento em causa sanções, está em causa a necessidade de corrigir rapidamente a trajetória para que Portugal comece a crescer", disse.

"Estamos perante uma falsa questão. Toda a gente sabe que não se justifica, de modo algum, haver qualquer tipo de sanção. O país conseguiu, em cinco anos, baixar o seu défice orçamental de mais de 10% para 3%", começou por dizer.