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Marques Mendes: “Ao fim de vários meses, não há críticos dentro do PS”

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Marques Mendes é comentador de política da SIC

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Entre os vários momentos do XXI Congresso do PS, o comentador da SIC destacou aquilo que considerou ter sido “um momento de coragem”. Para si, Francisco Assis foi “a única voz verdadeiramente crítica no congresso”

“Ao fim de vários meses, não há críticos dentro do PS, os seguristas acabaram... Todos se renderam ao poder.” Esta foi uma das conclusões que Luís Marques Mendes retirou do XXI Congresso Nacional do PS que este domingo terminou em Lisboa.

Para o comentador da SIC, o discurso de Francisco Assis foi “um momento de coragem.” “Foi a única voz verdadeiramente crítica no congresso”, afirmou este domingo na SIC Notícias. Marques Mendes explicou que a novidade da atitude de Assis não esteve “tanto naquilo que disse”, mas na coragem de ter ido ao congresso fazer um discurso contracorrente.

“Hoje em dia, na vida política dos partidos, para fazer discursos desta natureza é preciso ter-se uma grande estaleca e uma grande coragem. Acho que ele merece esse cumprimento”, conclui.

Economia, o “calcanhar de Aquiles” do Governo

Embora considera que este congresso do PS tenha sido “morno” e “sem história” (como todos os congressos “quando não há eleições à porta”), Marques Mendes destacou ainda “um momento de emoção” (a surpresa de António Guterres) e o discurso final de António Costa, que considerou um “dos melhores que fez nos últimos seis meses.”

O objetivo do primeiro-ministro, segundo afirma o antigo líder do PSD, é ganhar popularidade para evitar uma crise política nesta legislatura. “Se Costa estiver em alta nas sondagens, o PCP e o Bloco têm medo de abrir uma crise.”

Mas houve um tema que marcou uma grande ausência neste congresso. Pelo menos é isto que defende: houve uma “ausência completa” de debate económico neste congresso, numa semana em que foram divulgados dados económicos do INE e previsões da OCDE – que, na sua perspetiva, tornam “impossível” que Portugal atinja um crescimento de 1,8% ainda este ano. A economia (ou a sua ausência) é para si “o calcanhar de Aquiles” do atual Governo.