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Política

Lista de Costa conquista 233 lugares na Comissão Nacional do PS

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Ana Catarina Mendes, secretária-geral adjunta do PS, primeira figura da lista de António Costa para a Comissão Nacional do partido. Conquistaram 233 dos 251 lugares. Os outros 18 foram para o ‘opositor’ Daniel Adrião

Marcos Borga

A lista do secretário-geral do PS, António Costa conseguiu 233 dos 251 lugares da Comissão Nacional, ou seja 92,8% dos votos. Os restantes 18 lugares, conquistou-os a lista liderada por Daniel Adrião, o militante que enviou um abraço a Sócrates no seu discurso

A lista do secretário-geral do PS, António Costa, para a Comissão Nacional conseguiu 233 dos 251 lugares, correspondentes a 92,8% dos votos, enquanto a lista encabeçada por Daniel Adrião obteve 18 lugares. A lista da direção à Comissão Nacional é encabeçada pela secretária-geral adjunta, Ana Catarina Mendes. Entre os primeiros lugares desta lista, estão dois dos principais representantes da Tendência Sindical Socialista: Rui Riso (UGT) e Carlos Trindade (CGTP-IN), ocupando respetivamente as sexta e oitava posições.

A inclusão destes nomes coincide com o objetivo da direção do PS de colocar mais representantes da esfera sindical, assim como ativistas sociais, na Comissão Nacional do PS, o órgão máximo partidário entre congressos.

Na lista de Ana Catarina Mendes, na parte cimeira de uma lista que apresenta 251 efetivos, estão o antigo ministro da Saúde António Correia de Campos (2.º lugar), o diplomata Alexandre Leitão (4.º lugar) e na quinta posição o ex-dirigente Sérgio Sousa Pinto, que se demitiu do Secretariado Nacional do PS por discordar do acordo político com o Bloco de Esquerda e o PCP para a formação do atual Governo.

A eurodeputada Maria João Rodrigues (em 7.º lugar), o deputado Miranda Calha (8.º lugar) e a secretária de Estado Ana Sofia Antunes (10.º lugar) são outros nomes que constam na primeira linha da lista da secretária-geral adjunta do PS.

Na lista de Daniel Adrião surge em terceiro lugar a militante Cristina Martins, que na Federação de Coimbra denunciou o caso de fichas falsas o qual levou para já à suspensão de quase duas dezenas de militantes afetos à corrente do atual líder dessa distrital, Pedro Coimbra.