Siga-nos

Perfil

Expresso

Política

CDS: PS “é refém” dos partidos “da extrema esquerda radical”

  • 333

Para a deputada do CDS Ana Rita Bessa, indicadores como o desemprego, as exportações e o investimento “a cair” fazem soar “campainhas de alarme por todo o lado” e não permitem “ter grande esperança no futuro”

A deputada e dirigente do CDS Ana Rita Bessa declarou este domingo que o PS esteve, neste congresso, "muito empenhado em explicar, em justificar, em legitimar internamente uma solução governativa difícil e tensa apoiada pelos partidos da extrema esquerda radical e dos quais, por escolha, o PS hoje em dia é refém".

"Vimos também, neste mote final [do discurso do secretário-geral do PS, António Costa], a ideia de cumprir a esperança e fica-nos de facto a questão que a única esperança que nos parece que se pode cumprir aqui neste congresso é a esperança de manter esta solução governativa até ao seu termo", acrescentou.

Para a dirigente, indicadores como o desemprego, as exportações e o investimento "a cair", ou o crescimento "muito débil", "não permitem ter grande esperança no futuro". "Soam campainhas de alarme por todo o lado", advogou a centrista, acrescentando que "aparentemente estas campainhas só não tocam em algumas portas de São Bento, não tocam seguramente no Largo do Rato [sede do PS] e também aqui na FIL, ao longo destes dias".

Ana Rita Bessa afirmou ainda que "não é com o CDS que é preciso ter preocupações" quanto a uma posição conjunta que rejeite eventuais sanções da União Europeia a Portugal por défice excessivo.

"Em relação a posições conjuntas na Assembleia da República esperaremos para ver a proposta, em todo caso não me parece que seja com o CDS que seja preciso ter preocupações", declarou a parlamentar em declarações aos jornalistas no final do 21.º Congresso Nacional do PS, que decorre na FIL (Feira Internacional de Lisboa). Ana Rita Bessa sustentou a sua posição afirmando que "tendencialmente e tipicamente são os partidos da esquerda que se manifestam contra soluções em relação à Europa".

Em causa está uma proposta do PS de, através de uma resolução da Assembleia da República, haver uma rejeição unânime de eventuais sanções da União Europeia a Portugal por défice excessivo. "Em relação às sanções a posição do CDS é conhecida [...] não somos favoráveis a sanções", vincou.