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Política

Desafiador de Costa pede aplauso para Sócrates

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Marcos Borga

Daniel Adrião mandou “forte abraço” a José Sócrates e disse ter orgulho em António Costa. São os afetos do signatário

Luísa Meireles

Luísa Meireles

Redatora Principal

Afinal, a moção alternativa "Resgatar a democracia" apresentada pelo militante Daniel Adrião, é a defesa das ideias de António Costa, do qual " temos orgulho" e que deve merecer apoio dos socialistas. Foi o próprio signatários que o disse, ao defende-la hoje a meio da manhã. Estatutariamente, para apresentar a sua moção de estratégia, Adrião teve de se candidatar a secretário-geral.

O elogio ao atual líder do PS foi precedido também por um "forte abraço" a José Sócrates - que mereceu um aplauso dos delegados - porque, tal como disse o militante socialista, "nós no PS não rescrevemos a historia, nem apagamos ninguém".

Para Daniel Adrião, a sua moção representa "um movimento de cidadãos que são parte da solução, não é um movimento de oposição interna, é de massa crítica", sublinhou.

"De nada serve ignorar a realidade, a nossa democracia está doente, temos de fazer uma revolução democrática e mudar o sistema político de alto a baixo", sublinhou Daniel Adrião, para quem o desafio é mudar a política e o sistema de representação política.

Nesse sentido, Adrião propôs o reconhecimento da figura do simpatizante e não apenas do eleitor do partido, apelando a que o partido se transforme num partido de cidadãos e deixar de ser um "clube fechado". "Os partidos funcionam de cima para baixo e a sociedade precisa do contrário", disse ainda.

"O PS não pode esquecer que a sua força não está no aparelho mas na sua base de apoio", afirmou, declarando que as primárias que elegeram António Costa foram "um caso de sucesso e um momento forte de afirmação do PS".

António Costa - declarou - é o primeiro líder do partido cuja eleição foi determinada em maior número por simpatizantes do que por militantes, o que, segundo Adrião, conferiu a Costa mais legitimidade aos olhos dos portugueses do que a recente reeleição para secretário-geral através das diretas.

De um ponto de vista da representação, Adrião defende a eleição por círculos uninominais, o que pressupõe uma reforma da lei eleitoral.