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Alegre quer vitória nas autárquicas para reforçar “geringonça”

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Marcos Borga

Ex-candidato presidencial contesta críticas de Assis e deixa objetivo a Costa

Helena Pereira

Helena Pereira

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Editora de Política

Luísa Meireles

Luísa Meireles

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Redatora Principal

Manuel Alegre assumiu no congresso do PS a defesa de António Costa contra as críticas de Francisco Assis e marcou o objetivo próximo para o atual líder: ganhar as eleições autárquicas de 2017 para "reforçar" o Governo com apoio dos partidos de esquerda.

"Temos que ganhar as autárquicas para garantir o reforço da sustentabilidade do Governo e evitar certas tentações", apelou no final do discurso que fez esta tarde na FIL.

De resto, o ex-candidato presidencial aproveitou para rebater as críticas que Francisco Assis já fez a este Governo, nomeadamente, que está "manietado" e que não consegue ser reformas por causa dos acordos que fez com PCP e BE.

"O Governo não está manietado. Está apoiado por esses partidos que em situações difíceis asseguraram a sua sustentabilidade", defendeu, considerando que quando se fala de reformas, estas são diferentes quando provêm da esquerda e da direita. "A direita fez uma contrarreforma profunda e radical", sustentou. Para Alegre, tal como para muitos dirigentes socialistas que já discursaram este sábado, os partidos de esquerda tiveram que se unir para "acabar com o flagelo" do Governo de direita.

Não é por capricho que este governo existe

O deputado e membro do secretariado nacional do PS, Porfírio Silva, defendeu também aguerridamente a atual solução governativa no congresso do PS, considerando que era necessário travar a "hemorragia social" que se verificava no país.

"Poderiam os socialistas ter viabilizado um segundo governo de Passos Coelho quando ele só sobreviveria com a cumplicidade do PS", indagou à assembleia de delegados. E repetiu: "poderiam os socialistas ter permitido que com uma abstenção violenta se tivesse deixado o governo da direita que radicalizou a vida social e tentou destruir todos os pilares da nossa vida democrática?"

"A resposta é não", concluiu o próprio, porque se o PS o tivesse feito "teria traído o seu eleitorado, as promessas feitas, a sua memória e a sua historia". "Não é por capricho que este governo e esta solução era necessária, era preciso interromper a hemorragia social que estava a ser provocada pela direita e porque é preciso voltar a trabalhar na esperança concreta, cumprir a alternativa e consolidar a esperança".