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Albuquerque admite falta de diálogo e muda administração do serviço de saúde na Madeira

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Governo Regional da Madeira muda presidente do conselho de administração do organismo que tutela hospitais e centros de saúde. Miguel Albuquerque assume toda a responsabilidade na falta de diálogo que conduziu à demissão em bloco no hospital central do Funchal

Marta Caires

Jornalista

Miguel Albuquerque diz que “não vale a pena fazer drama” por causa da demissão em bloco da direção clínica e dos 17 diretores de serviço do hospital central do Funchal, mas decidiu nomear uma nova presidente para o conselho de administração. O problema, segundo explicou esta quinta-feira à tarde, foi a falta de diálogo e não a falta de medicamentos, de pessoal ou de material como alegam os médicos. O presidente do Governo Regional da Madeira assume ainda toda a responsabilidade política do caso. “A responsabilidade é, em primeiro lugar, minha”.

“O Governo Regional da Madeira decidiu mudar a administração do SESARAM [organismo que tutela hospitais e centros de saúde] e nomear uma nova presidente para o conselho de administração que vai constituir a sua equipa e propor uma nova direção clínica ao secretário regional de Saúde”. Maria João Monte irá ocupar o lugar de Lígia Correia e Albuquerque acredita que, deste modo, serão reabertos os canais de diálogo, os tais que estavam fechados e que terão estado na origem da posição tomada esta quinta-feira de manhã pelos médicos do Hospital Dr. Nélio Mendonça, o hospital central do Funchal.

De todas as justificações avançadas para a demissão em bloco, o presidente do Executivo Regional apenas admite que existe alguma falta de médicos nas áreas de ortopedia e anestesia. E, apesar das restrições financeiras que se vivem na ilha e da necessidade de racionalização de gastos, não é verdade que falte tudo no hospital. “Não há falta de tudo, isso não é verdade. Falta de medicamentos não há. Não vale a pena estarmos a fazer um drama sobre esta questão”. O líder madeirense vai mais longe ao dizer que “o serviço de saúde é muito importante e tem funcionado bem”.

Depois da demissão apresentada esta quinta-feira, a direção clínica não fez mais comentários ao caso. Contactado pelo Expresso/SIC, Eugénio Mendonça, o diretor clínico demissionário disse apenas que não falaria sobre o assunto a bem do serviço regional de saúde.