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Não há nenhum pacto de não-agressão entre o PS e o PCP para as autárquicas, diz Ana Catarina Mendes

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Tiago Miranda

A secretária-geral adjunta do PS negou terminantemente que haja qualquer pacto de não-agressão entre o PS e o PCP relativamente às autárquicas

Luísa Meireles

Luísa Meireles

Redatora Principal

Helena Pereira

Helena Pereira

Editora de Política

“O PS não fez nenhum pacto de não-agressão, temos um compromisso para o Governo, que não retirou identidade ao partido, sabemos bem onde estão as nossas convergências e divergências”, disse Ana Catarina Mendes ao Expresso.

Segundo a dirigente socialista, que assim desmente “frontalmente” a notícia vinda a público esta semana, “o PCP tem implantação nas autarquias e é natural que as queira manter, e nós queremos manter a ANMP (Associação Nacional dos Municípios Portugueses) e a ANAFRE Associação Nacional de Freguesias)”.

Estas duas associações são lideradas por dois socialistas, a primeira por Manuel Machado, presidente da Câmara de Coimbra, e a segunda por Pedro Cegonho, presidente da Junta de freguesia de Campo de Ourique.

Para a secretária-geral adjunta do PS, nada pode impedir um socialista de criticar a gestão de qualquer autarquia e cada partido mantém a sua autonomia estratégica nesta questão.

Inquietação no PS

A notícia de que teria havido um entendimento ao mais alto nível entre as direções dos dois partidos estava a gerar inquietação e mesmo alguma indignação entre os autarcas socialistas.

Neste sentido, António Gameiro, presidente da Federação do PS de Santarém disse ao Expresso que “até hoje não recebeu qualquer orientação para respeitar qualquer pacto”.

Pelo contrário, disse ainda Gameiro, “o PS detém 13 câmaras no distrito e espero ganhar ao PCP ainda Constância e Benavente”, municípios que os

socialistas perderam por pouco nas últimas eleições para os comunistas. Alpiarça constitui também um objetivo dos socialistas.

Por sua vez, Norberto Patinho, presidente da Federação de Évora, afirmou também que “um pacto não faria qualquer sentido”. No distrito, “o PS e o PCP têm sempre apresentado projetos distintos e alternativos, não há entendimentos”.

O dirigente socialista lembrou ainda que os concelhos onde espera um combate mais renhido serão Alandroal, Montemor e Vila Viçosa, os quais pretende recuperar para o PS.

A notícia de um eventual pacto de agressão já havia sido desmentida pelo próprio Jerónimo de Sousa. “Não existe nenhum pacto, nem vai haver agressão. Haverá uma disputa eleitoral em todo o território e nas eleições regionais dos Açores, em que a CDU vai concorrer”. A única coligação do PCP é mesmo com os Verdes.