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Marcelo: “O rumo está definido e é um compromisso”

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Nuno Botelho

O Presidente da República evita entrar na polémica dos valores “melhores do que o esperado de terça-feira” e “piores desta quarta-feira”. No fim da visita à Força Área, Marcelo preferiu lembrar que que Governos anteriores já fizeram orçamentos retificativos, que quando “aparecem não são um drama”

Marcelo Rebelo de Sousa não tem dúvidas quanto ao rumo de Portugal: ter um défice abaixo de 3%. Este foi o compromisso assumido com a União Europeia, que o “Governo vai necessariamente cumprir". Esta quarta-feira, o Presidente da República visitou a Base Aérea em Sintra, onde repetiu que os orçamentos retificativos “não são um drama” e que se for necessário fazer ajustes, serão feitos.

“Como e que se atinge esse rumo? Se a economia, em Portugal e na Europa tiver uma evolução mais negativa do que positiva, esse rumo implica retificações, como já implicou nos anos anteriores. Na vida é fundamental termos um rumo, se é preciso irmos retificando ao longo da vida para chegarmos lá, retificamos”, disse aos jornalistas no final da visita.

No entanto, Marcelo recusou “especular” sobre quais a medidas que podem vir a ser tomadas e voltou a insistir: “Trata-se de saber é como se atinge o objetivo, que terá de ser atingido”.

Durante as respostas aos jornalistas, o Presidente considerou que os números de terça-feira (sobre o desemprego e o PIB) “foram melhores do que o esperado”, mas já os que foram revelados esta quarta-feira (previsões da OCDE e dívida pública), ficam “aquém das expectativas”.