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Ferreira Torres, lembra-se dele? Quer voltar à política

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Ana Baião

“Vou dar algum sinal nas autárquicas, ainda não sei onde mas vou voltar à vida política”, afirma antigo presidente da Câmara do Marco de Canaveses e ex-vereador em Amarante

O antigo presidente da Câmara do Marco de Canaveses e ex-vereador em Amarante promete, em declarações à Lusa, que vai voltar à vida política ativa em 2017, nas eleições autárquicas, mas não revela em que concelho.

"Vou dar algum sinal nas autárquicas, ainda não sei onde mas vou voltar à vida política", afirma.

Atualmente com 71 anos e após cerca de dois anos a lutar contra um problema de saúde, Avelino Ferreira Torres diz-se "capaz" de voltar a trabalhar. "A minha maneira de trabalhar foi sempre a mesma: trabalhar em prol das populações e nunca quis tachos", assinala, acrescentando: "Sigo muito aquilo que o Marquês do Pombal fez e é para quem eu olho quando penso num concelho, na sua organização e nas populações".

Avelino Ferreira Torres presidiu à autarquia de Marco de Canaveses entre 1983 e 2005, eleito em listas do CDS, ano em que deixou o cargo para se candidatar, como independente, à vizinha Câmara de Amarante, a sua terra natal. No intenso combate que então travou à frente do movimento "Amar Amarante" com o presidente socialista Armindo Abreu, acabou por sair derrotado, apesar de ter contribuído para o PS ter perdido a maioria absoluta.

Recordando hoje o que se passou quando se candidatou àquela autarquia, Torres diz não estar arrependido de ter avançado para a sua terra natal. "Fui com entusiasmo, porque era a minha terra", comenta.

À Lusa, acrescenta que também correspondeu ao chamamento de "muitas pessoas influentes" de Amarante. que desejavam para o seu concelho o "desenvolvimento" que, como autarca, proporcionara em Marco de Canaveses.

Sobre o resultado adverso que obteve naquelas eleições, considera que se deveu ao facto de ter sido vítima de "mentiras" na véspera da ida às urnas, nomeadamente de que teria fugido para o Brasil ou Cabo Verde, alegadamente por causa dos processos judiciais em que era arguido.

Posteriormente, dos dois julgamentos saiu absolvido, mas entretanto tinha sido derrotado na sua candidatura. "Por isso perdi as eleições em Amarante", concluiu, enquanto deixava críticas à atual gestão social-democrata naquele concelho.