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Centeno: ‘banco mau’ é “matéria muito sensível"

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O ministro das Finanças reconhece que a eventual criação de um ‘banco mau’ é um assunto “muito sensível” mas não quer adiantar mais comentários para já

O ministro das Finanças, Mário Centeno, disse esta terça-feira, em Paris, onde se encontra a participar no Forum da OCDE, que a questão do 'banco mau' é uma matéria muito sensível”, remetendo uma declaração para quando a análise desta questão "estiver mais assente em Portugal”.

Mário Centeno reagia, assim, quando questionado, a um artigo de opinião assinado pelo governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, publicado hoje no Jornal de Negócios, no qual Carlos Costa defende o conceito de 'banco mau' como solução para resolver o peso do crédito malparado.

“É um assunto que tem uma dimensão europeia, já foi reconhecido como tal, tem uma dimensão nacional, é uma matéria muito sensível da qual eu gostaria de falar quando a análise dessa situação estiver mais assente em Portugal”, disse o governante.

Mário Centeno disse que a matéria não merece, neste momento, mais “nenhum comentário”.

No artigo de opinião, Carlos Costa explica que o veículo financeiro que propõe “não seria um banco, uma vez que não receberá depósitos nem concederá crédito”, adiantando que poderia funcionar através da concretização das necessárias garantias associadas: uma nacional e uma europeia, no caso, o Mecanismo Europeu de Estabilidade.

“Na falta de investidores privados e dada a natureza sistémica dos problemas dos ativos não produtivos, será necessário um esquema público nacional e europeu que garanta a cobertura das necessidades do capital e que as minimize”, afirma o Governador do Banco de Portugal, acrescentando que “esse esquema poderá ser uma garantia do soberano e uma contragarantia do Mecanismo Europeu de Estabilidade”.