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Presidentes alemão e português trocam elogios sobre atitude face à crise de refugiados

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BERND VON JUTRCZENKA / EPA

“Há uma cooperação estreita entre os dois países na gestão dos fluxos migratórios. Ficámos profundamente impressionados com a atitude portuguesa perante os refugiados. Portugal deu as boas-vindas a muitos”, destacou Joachim Gauck na conferência de imprensa conjunta com Marcelo Rebelo de Sousa

Os Presidentes da Alemanha e de Portugal teceram esta tarde elogios mútuos ao trabalho de ambos os países na gestão da crise migratória, com Joachim Gauck a garantir que os alemães ficaram "profundamente impressionados" com os portugueses no acolhimento de refugiados.

"Há uma cooperação estreita entre os dois países na gestão dos fluxos migratórios. Ficámos profundamente impressionados com a atitude portuguesa perante os refugiados. Portugal deu as boas-vindas a muitos", destacou Gauck, numa conferência de imprensa conjunta com Marcelo Rebelo de Sousa, durante a visita oficial que o Presidente da República está a realizar a Berlim.

Por seu turno, Marcelo Rebelo de Sousa disse que "Portugal elogia a Alemanha pela coragem com que soube enfrentar o problema dos refugiados", pois "numa ocasião em que muitos adiaram, evitaram, omitiram, a Alemanha teve a coragem de enfrentar o problema sem hesitações".

"E Portugal apoiou. Portugal é dos países europeus, comparando com a população, que mais refugiados recebeu e vai receber, tendo já elevado, por sua iniciativa própria, a quota de refugiados que está disponível" para acolher, "como forma de manifestar o apoio a uma iniciativa em boa hora tomada pela Alemanha", enfatizou.

No entanto, o chefe de Estado salientou que a crise de refugiados exige uma resposta mais ampla. "Aí, os nossos dois países estão de acordo: tem de haver uma posição europeia relativamente ao problema dos refugiados", concluiu.

Depois do encontro com o Presidente alemão, Marcelo será recebido pela chanceler alemã Angela Merkel, propondo-se a expor as razões pelas quais considera que seria "injusta" a aplicação de sanções a Portugal devido ao défice excessivo, uma matéria igualmente abordada com Gauck, mas que este se escusou a comentar publicamente, por extravasar as suas competências.

Marcelo Rebelo de Sousa terminará depois a sua deslocação a Berlim com uma visita ao Parlamento federal, o Bundestag.