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“O limite é mesmo o dia de hoje para que as partes se possam entender”

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Marcos Borga

Em resposta ao presidente do PSD, Passos Coelho, o primeiro-ministo António Costa garantiu esta manhã no Parlamento que estivadores e operadores portuários têm de chegar esta sexta-feira a um entendimento. “Tudo tem um limite, disse o chefe do Governo

O Governo estabeleceu o dia de hoje como a data limite para que as partes em conflito no Porto de Lisboa se entendam, afirmou o primeiro-ministro, durante o debate quinzenal, em resposta ao presidente do PSD.

"O Governo estará totalmente empenhado em encontrar uma solução, o que justifica, aliás, a ausência da senhora ministra do Mar nesta bancada hoje de manhã. Mas, como eu ontem [quinta-feira] disse, tudo tem um limite, e posso-lhe acrescentar que o limite é mesmo o dia de hoje para que as partes se possam entender", declarou António Costa.

Antes, o presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, tinha acusado o Governo de inação face à greve de estivadores no Porto de Lisboa e questionado o primeiro-ministro sobre quais eram os limites a que se tinha referido: "Quais são esses limites?".

A administração do Porto de Lisboa, representantes dos operadores portuários e do sindicato dos estivadores estão reunidos no Ministério do Mar para negociações, depois de os operadores terem anunciado que vão avançar com um despedimento coletivo.

Fonte governamental confirmou à Lusa que está a decorrer uma reunião de negociações entre as várias partes, tendo a ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, estado presente no início do encontro.

  • “Ira da estiva” custará 17,4 milhões

    Se a greve dos estivadores se prolongar até 16 de junho, os operadores do porto de Lisboa dizem que terão mais de 17 milhões de euros de prejuízos - 300 mil por dia. Para já, querem uma indemnização superior a 9 milhões, e queixam-se de uma guerra que consideram ser uma verdadeira “ira” dos estivadores