Siga-nos

Perfil

Expresso

Política

Primeiro-ministro: “Mesmo um otimista não espera elogios da parte da oposição”

  • 333

Jose Carlos Carvalho

Numa conferência de imprensa no Palácio da Ajuda, em Lisboa, após o Conselho de Ministros extraordinário para assinalar os seis meses do Governo, o primeiro-ministro declarou que “uma oposição cujo sucesso depende do fracasso alheio não é uma oposição que mereça grande apreço”

O primeiro-ministro, António Costa, afirmou esta quinta-feira que “uma oposição cujo sucesso depende do fracasso alheio” não merece “grande apreço”, manifestando-se “bastante confortável” com a ação governativa e satisfeito por todas as previsões de catástrofe anunciadas terem fracassado.

Numa conferência de imprensa no Palácio da Ajuda, em Lisboa, após o Conselho de Ministros extraordinário para assinalar os seis meses do Governo, que durou quase quatro horas, António Costa foi questionado sobre as críticas que vieram do PSD e do CDS ao primeiro meio ano deste executivo, começando por responder: “mesmo um otimista não espera elogios da parte da oposição”.

“É sobretudo uma grande satisfação verificar que todas as previsões de catástrofe que se anunciaram para a semana seguinte foram fracassando”, acrescentou, considerando que “uma oposição cujo sucesso depende do fracasso alheio não é uma oposição que mereça grande apreço”.

O primeiro-ministro não se mostra surpreendido com as críticas da oposição, mas sente-se “bastante confortável com aquilo que tem sido ação governativa ao longo destes seis meses” e aquilo que sente ser, “dia a dia, a confiança que os portugueses, os agentes económicos sentem relativamente a esta solução governativa”.

“Aquilo que os portugueses esperam do Governo não é que o Governo seja oposição à oposição, é que o Governo se concentre naquilo que se deve concentrar: resolver os problemas do país, resolver as heranças, mas sobretudo construir um futuro de esperança e de confiança, disse.