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Costa aposta em negociação com estivadores, mas garante que “há limites para tudo”

Jose Carlos Carvalho

“Amanhã nós teremos um grande esforço negocial ao longo de todo o dia, mas há limites para tudo e se a solução não for uma solução negociada, terá que ser encontrada outra solução, como a que já tivemos que recorrer para permitir a retirada do porto dos contentores que lá estavam retidos”, sublinhou esta quinta-feira António Costa

O primeiro-ministro, António Costa, afirmou esta quinta-feira que na sexta-feira haverá “um grande esforço negocial” para tentar resolver a greve dos estivadores, mas avisou que há “limites para tudo” e que será encontrada uma solução, mesmo que não seja negociada.

“Amanhã nós teremos um grande esforço negocial ao longo de todo o dia, mas há limites para tudo e se a solução não for uma solução negociada, terá que ser encontrada outra solução, como a que já tivemos que recorrer para permitir a retirada do porto dos contentores que lá estavam retidos”, respondeu António Costa aos jornalistas quando questionado sobre a greve dos estivadores do Porto de Lisboa.

O primeiro-ministro assegurou que “perante cada dificuldade” o Governo tem “tido capacidade de a resolver”. “E é assim que também faremos relativamente à situação da greve dos estivadores, que se arrasta há quatro anos. O funcionamento do Porto de Lisboa é capital para o conjunto da economia do país”, disse.

Os operadores do Porto de Lisboa anunciaram na segunda-feira a intenção de avançar com um despedimento coletivo por redução da atividade, depois de ter sido recusada uma proposta de acordo de paz social. No dia seguinte, o presidente do Sindicato dos Estivadores, António Mariano classificou de “terrorismo psicológico” e “atentado ao Estado de direito” o anúncio desse despedimento coletivo, assim como a presença da PSP no Porto de Lisboa para acompanhar retirada de contentores retidos.

A greve dos estivadores é a todo o trabalho suplementar em qualquer navio ou terminal, recusando trabalhar além do turno, aos fins de semana e feriados. A paralisação tem sido prolongada através de sucessivos pré-avisos devido à falta de entendimento entre estivadores e operadores portuários sobre o novo contrato coletivo de trabalho. De acordo com o último pré-aviso, a greve vai prolongar-se até 16 de junho.