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Eurogrupo. “Quando se olha para Portugal e Espanha há sérias razões para pensar em sanções”

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Jeroen Dijsselbloem diz que as sanções são uma possibilidade para os países ibéricos. À entrada para a reunião, o presidente do Eurogrupo disse ainda que Madrid e Lisboa podem evitar sanções se mantiverem os orçamentos na trajetória certa

O presidente do Eurogrupo defende que as “sanções são absolutamente uma possibilidade” porque estão previstas nas regras e regulamentos, mas também porque Portugal voltou a falhou a meta do défice em 2015, enquanto Espanha derrapou de tal maneira que tornou impossível ficar abaixo dos 3% do PIB em 2016.

“Quando se olha para a situação atual em Portugal e Espanha há séria razões para pensar em sanções”, disse Jeroen Dijsselbleom à entrada para a reunião do Eurogrupo que decorre em Bruxelas.

Questionado sobre de que forma os dois países podem vir a evitar sanções, o ministro das Finanças holandês e chefe do Eurogrupo responde que o governo espanhol e o de António Costa têm de garantir “que os seus Orçamentos continuam ou voltam à trajetória certa”. Uma missão que ele próprio admite que não é fácil: “E por experiência própria, posso dizer que esse é um trabalho difícil”.

O Eurogrupo desta terça-feira é principalmente dedicado à Grécia e à conclusão da primeira avaliação do novo resgate grego. Na agenda não estava prevista uma discussão sobre possíveis sanções, mas o tema poderá surgir.

Na semana passada, a Comissão Europeia decidiu adiar para julho uma decisão sobre um possível agravamento do procedimento por défice excessivo para Portugal e Espanha, que poderia conduzir a multas para os dois países e ao congelamento do acesso a fundos estruturais em 2017.

“Talvez já tenhamos alguma informação sobre isso hoje, no Eurogrupo. Mas uma decisão mais formal será tomada no próximo mês no ECOFIN – reunião dos 28 ministros das Finanças –, quando discutirmos as recomendações específicas por país”, disse Dijsselblem, adiantando que espera ouvir da Comissão as razões para o adiamento da decisão.