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Marcelo não comenta possíveis implicações orçamentais das 35 horas

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MÁRIO CRUZ / Lusa

PR não quis abordar as declarações de um alto quadro do BCE, que defende que as reformas em Portugal “têm que ser continuadas” e questiona as implicações orçamentais da reposição das 35 horas de trabalho semanal

O Presidente da República escusou-se esta segunda-feira a comentar a entrevista de um membro do Conselho Executivo do Banco Central Europeu, que questiona as implicações orçamentais da reposição das 35 horas semanais, sublinhando que não se trata da posição do banco.

"Para já não quero comentar até porque se trata se uma entrevista de um quadro, não de uma posição do banco", afirmou Marcelo Rebelo de Sousa, em declarações aos jornalistas, à chegada à cerimónia de comemoração do 105.º aniversário do Instituto Superior Técnico, em Lisboa.

Em entrevista ao jornal "Público", publicada na edição desta segunda-feira, Peter Praet, membro do conselho executivo do BCE, diz que as reformas em Portugal "têm que ser continuadas" e questiona as implicações orçamentais da reposição das 35 horas de trabalho semanal.

"Quais são as implicações orçamentais, por exemplo, se se voltar para a semana das 35 horas? Este ainda é um período em que existem pontos de interrogação", afirma Peter Praet.

Interrogado se já decidiu sobre a reposição das 35 horas semanais, Marcelo Rebelo de Sousa lembrou apenas que "ainda não há lei" e que o diploma só será votado no Parlamento no dia 3 de junho.

À saída, os jornalistas questionaram ainda o Presidente da República sobre a greve dos trabalhadores das administrações portuárias, mas uma vez mais Marcelo Rebelo de Sousa disse não querer "para já" pronunciar-se sobre esse assunto. O anúncio do pré-aviso de greve dos trabalhadores das administrações portuárias foi feito na sexta-feira e abrange todos os portos nacionais, incluindo as regiões autónomas, entre os dias 2 e 6 de junho.

Entretanto, já esta segunda-feira a ministra do Mar revelou que o Governo está a negociar com o Sindicato Nacional dos Trabalhadores das Administrações Portuárias e disse acreditar que a greve não vai avançar.