Siga-nos

Perfil

Expresso

Política

JSD explica cartaz que compara Mário Nogueira a Estaline. “Não ponho em causa que possa ser mal interpretado”

  • 333

Questionado pelo Expresso, o presidente da JSD diz que cada pessoa faz a sua interpretação, mas assegura que o objetivo é “denunciar” aquilo que considera ser “a nacionalização cega do ensino”

“Isto Stalin(do), está!” Esta é a mensagem do mais recente cartaz da Juventude Social Democrata (JSD), que esta segunda-feira foi partilhado nas redes sociais e no respetivo site. Mário Nogueira é comparado a Estaline e Tiago Brandão Rodrigues é representado como uma marioneta. A imagem já foi alvo de críticas devido à escolha de Estaline para a comparação.

“Da mesma forma que Estaline se considerava o único interpretador correto do verdadeiro comunismo, parece-nos que estamos perante um caso em que Mário Nogueira e o Partido Comunista Português, com o senhor ministro da Educação e o Partido Socialista a dizerem ámen, julgam-se os únicos iluminados naquilo que diz respeito às políticas de educação em Portugal”, justifica ao Expresso Cristóvão Simão Ribeiro, líder da JSD. “Não ponho em causa que possa ser mal interpretado. Cada pessoa faz a própria interpretação.”

O Expresso tentou contactar Mário Nogueira, um dos principais visados na campanha, mas até ao momento não obteve reposta.

Questionado sobre a alusão no cartaz a uma figura histórica acusada de violação dos direitos humanos, o líder da JSD sublinha que o que está em causa neste contexto é o facto de Estaline ser uma “figura marcante do comunismo” e que se trata de “uma alusão àquilo que é a nacionalização cega do ensino em Portugal, que está em curso neste momento”.

A JDS acusa a Fenprof e o PCP de estarem a levar a cabo “um ataque ideológico a escolas particulares que prestavam serviço público”. Também os socialistas e o Governo de António Costa não se livram das críticas dos jovens sociais-democratas: “É a cedência absoluta, que muito pouco tem que ver com uma racionalidade na decisão ou uma particular atenção à qualidade do ensino”.

“O senhor ministro da Educação, que é alguém que decide de uma forma bastante dura, muito de acordo com o que é a sua vontade e sem a capacidade de saber ouvir a comunidade educativa no geral, parece que tem esta postura forte com aqueles que são os mais fracos e manifesta-se absolutamente fraco com a exigências dos fortes, nomeadamente os sindicatos e a Fenprof e o PCP”, diz Cristóvão Simão Ribeiro.

Este cartaz, e a mensagem do mesmo, poderão num futuro próximo saltar das redes sociais para outras plataformas: “Utilizando uma linguagem que a esquerda bem gosta, a nossa luta não pára por aqui. Mais formas de combate político virão”.