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Passos Coelho acusa Governo de destruir quase 60 mil empregos

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José Coelho/LUSA

O líder do PSD lembrou que a promessa socialista era “criar 35 mil empregos ao longo do ano de 2016”

O presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, acusou este domingo o Governo socialista de ter destruído em seis meses quase 60 mil empregos, numa avaliação feita, em Trás-os-Montes, do desempenho do executivo com maioria parlamentar de esquerda.
O líder social-democrata afirmou que "só no último trimestre (entre janeiro e março) perderam-se 48 mil postos de trabalho" em Portugal.

"Se alargarmos este comparador até novembro do ano passado (data da tomada de posse do Governo PS) a destruição de emprego pode atingir quase 60 mil", acrescentou, salientando que a promessa socialista era "criar 35 mil empregos ao longo do ano de 2016".

O líder do PSD falava, em Mirandela, no distrito de Bragança num jantar com militantes e representantes da sociedade civil, no início da Jornada da Valorização do Território, que se prolonga até terça-feira, em Trás-os-Montes.

Para Passos Coelho "não se pode falar da importância da valorização do território, se a estratégia que o país seguir for errada".

O social-democrata indicou que Portugal "cresceu, de janeiro a março, metade que a União Europeia".

"Temos hoje a certeza de que por melhor que as coisas corram não conseguiremos ver a economia portuguesa crescer tanto como o ano passado", afirmou.

Na opinião de Passos Coelho "a única coisa que se alterou foi a mudança do Governo em Portugal" e desafia o PS e a maioria parlamentar de esquerda (BE e PCP) a, "em vez de fazer uma retórica para esconder esses resultados, que altere a estratégia para corrigir estes resultados".

"Era importante que os partidos todos da maioria se reunissem rapidamente para rever a sua estratégia. Que se reúnam os três (partidos), olhem para os resultados que estão a ser atingidos e tirem conclusões", desafiou.

Passos Coelho explicou que iniciativas como as Jornadas da Valorização do Território pretendem dar a conhecer ao país as medidas que o PSD propôs na Assembleia da República e que os partidos da maioria "decidiram reprovar sem qualquer discussão".

As jornadas do presidente do PSD prosseguem, na segunda-feira, em Bragança e em Vila Real, com a visita a uma estação de tratamento de água numa aldeia de Bragança, e reuniões com a academia, vitivinicultores, agricultores e visita a uma empresa no distrito de Vila Real.

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