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Política

PS, PSD e CDS juntos no chumbo ao voto do PCP contra processo de destituição de Dilma

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Em sessão plenária do Parlamento, os partidos votaram contra dois dos cinco pontos do voto de solidariedade do PCP para com povos da América Latina, condenando ingerências externas

O PS juntou-se esta sexta-feira ao PSD e ao CDS-PP no chumbo a dois pontos do voto de solidariedade do PCP para com povos da América Latina, condenando ingerências externas, nomeadamente na Venezuela, em sessão plenária do parlamento.

O texto dos comunistas, no seu ponto 2 "repudia o processo que procura levar à destituição da presidente Dilma Rousseff no Brasil" e, no seguinte, "repudia ações que visam a desestabilização política, económica e social, como as exercidas sobre a República Bolivariana da Venezuela, assim como tentativas de fazer fracassar o processo de paz na Colômbia".

Além de PCP, BE, PEV e PAN (que se absteve em três dos cinco pontos), também outros nove deputados socialistas votaram a favor do documento no seu ponto 2.

PSD e CDS-PP votaram contra quatro dos cinco itens, sendo acompanhados pela esmagadora maioria da bancada socialista nos referidos anteriormente.

Por seu turno, os sociais-democratas apresentaram um voto de solidariedade para com a comunidade portuguesa radicada na Venezuela, em virtude da instabilidade político-social naquele país.

O ponto 1 foi aprovado por unanimidade, transmitindo aos portugueses "integral apoio para superação das dificuldades" e "apelando ao Governo (português) o desenvolvimento de medidas que possam ajudar os mais necessitados a minorar as consequências".

Já o ponto 2 do texto do PSD, solidarizando-se com os venezuelanos e "esperando que as autoridades locais saibam encontrar os adequados caminhos para a rápida e consolidada recuperação da economia", mereceu a abstenção do PCP e os votos favoráveis de todos os restantes grupos parlamentares.

O parlamento aprovou ainda votos de saudação de PS e de PSD pelo Dia Internacional contra a Homofobia e Transfobia. Contudo, os sociais-democratas abstiveram-se face ao documento socialista e cinco deputados do PS repetiram a abstenção relativamente ao texto social-democrata.