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Marinho Pinto a propósito da detenção do nº2 do PDR: “Em política não existe presunção de inocência”

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Marcos Borga

O número 2 do Partido Democrático Republicano foi detido por suspeitas de rapto e homicídio de um empresário em Braga

José Pedro Mozos

"O PDR não lava as mãos nem enterra a cabeça na areia". Foi assim que António Marinho e Pinto começou por esclarecer a posição do Partido Democrático Republicano (PDR) perante a detenção do número 2 do partido, Pedro Bourbon, por suspeitas de rapto e homicídio. Na ótica do eurodeputado, a "presunção de inocência não existe em política". E justifica: "Um político tem de estar a cima de qualquer suspeita".

Numa conferência de imprensa esta quinta-feira, Marinho e Pinto admitiu que este é um momento difícil para o partido e para ele próprio. É que, em causa, estão suspeitas sobre um dirigente do PDR mas também sobre um amigo pessoal do líder oartidário. Ainda assim, e tendo isto em conta, Marinho e Pinto deixa claro que o partido não pode deixar de tomar uma posição: a de suspender as filiações partidárias dos membros envolvidos no processo. No total, são quatro os elementos do partido sobre os quais recaem suspeitas: Pedro Bourbon (número 2), Emanuel Paulino e dois irmãos de Pedro Bourbon.

Enquanto não se apurarem responsabilidades, os quatro membros estão suspensos das atividades partidárias do PDR. Caso se prove a existência de crimes, os quatro envolvidos serão expulsos.

Marinho e Pinto diz ainda que, caso se prove a culpa de Pedro Bourbon e dos restantes suspeitos relacionados com o PDR, irá agradecer à PJ por ter "libertado do partido pessoas que cometem este tipo de crimes".

O líder do PDR mostrou ainda solidariedade para com as famílias da vítima e dos suspeitos de terem raptado e matado um empresário de Braga. Numa nota final afirmou que este caso não pode afetar o PDR, "assim como o PS não foi afetado pelo engenheiro José Sócrates ou PSD por Duarte Lima".

Marinho e Pinto não quis falar do que pensa a nível pessoal sobre o caso e preferiu frisar a ideia de que o PDR "quando é necessário corta na própria carne, em nome da decência política".