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“Beneficiários da ADSE utilizam menos o SNS porque os copagamentos são inferiores às taxas moderadoras”

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Medicamentos iguais para todos, no Serviço Nacional de Saúde e na ADSE

David Clifford

Existem pelo menos 30 novas medidas a serem estudadas pela ADSE para o futuro. Carlos Liberato Batista, diretor-geral do sistema de saúde dos funcionários públicos, diz que poupanças com a medida das próteses vão ser importantes para consciencializar os beneficiários

Controlar os custos é a principal prioridade da ADSE para o futuro e as alterações recentes no valor da comparticipação com próteses foram só o primeiro passo. “Temos 30 medidas identificadas, que podemos ir desenvolvendo e aplicando. Não este ano”, garante Carlos Liberato Baptista, diretor-geral dsistema de saúde dos funcionários públicos, em entrevista ao “Jornal de Negócios” esta quinta-feira.

“Hoje, as próteses operatórias são pagas a 100% e o que verificamos é que, quando os beneficiários recorrem a uma cirurgia, a prótese que lhes é colocada é de valor superior ao que deveria ser”, diz Carlos Liberato Batista, quando questionado sobre a importância das poupanças de quatro milhões de euros que a medida das próteses pode gerar.

Neste momento, o dirigente diz estar a negociar um preço máximo que um hospital privado possa cobrar por dária de internamento à ADSE e ao beneficiário. “Numa ordem de copagamento de 30%, 25% a cargo do beneficiário.” Isto irá fazer com que preço baixe de 200 para até 50 euros.

Para Carlos Liberato Baptista, a ADSE tem um problema de sustentabilidade futura. “Daqui a cinco ou seis anos vai colocar-se a questão da sustentabilidade da ADSE. A despesa do regime convencionado tem crescido em média 7,5% a 10% ao ano. [Porque] há quatro anos os privados não tinham as estruturas que existem hoje. Há muito mais oferta. Os beneficiários estão hoje a utilizar menos o SNS e mais a rede convencionada da ADSE porque os copagamentos são inferiores às taxas moderadoras do SNS. Por uma consulta da especialidade pagam [através da ADSE] 3,99 euros.”

Esta situação não faz qualquer sentido para o diretor-geral da ADSE. “É por isso que uma das medidas que estudámos foi aumentar o copagamento das consultas para um valor semelhante ao da taxa moderadora.”

  • É beneficiário do sistema de saúde dos funcionários públicos e precisa de colocar uma prótese? Prepare-se porque a partir de 1 de junho passa a ter de pagar 20% do valor da prótese. No entanto, há um travão que impede que este encargo seja superior a 200 euros.

  • ADSE regista quebra de 52 mil beneficiários em dois anos

    Helena Rodrigues, presidente do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado, não encontra explicação para esta quebra acentuada. Em abril deste ano, a ADSE contabilizava 1.223.021 beneficiários. Discussão do novo modelo da organização deve ocorrer no próximo mês

  • Depois de 2013, o Tribunal de Contas detetou também “erros e omissões materialmente relevantes” nas contas de 2014 da Assistência na Doença aos Servidores Civis do Estado, recomendando que sejam corrigidas