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Política

CDS satisfeito com ausência de sanções

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Marcos Borga

Centristas acompanham alertas e preocupações da Comissão Europeia e insistem que Governo terá de cumprir as metas de 2016

Filipe Santos Costa

Filipe Santos Costa

Jornalista da secção Política

Mal foi conhecida a decisão do Colégio de Comissários, em Bruxelas, de não aplicar para já qualquer sanção a Portugal por défice excessivo, o CDS apressou-se a reagir na Assembleia da República. Cecilia Meireles, vice-presidente do partido, saudou a decisão dos comissários, fez figas para que se mantenha em julho, quando o caso for reapreciado, e deixou recados ao Governo.

"O CDS fica satisfeito por não serem aplicadas sanções a Portugal e espera que essa decisão se mantenha no futuro", afirmou a dirigente centrista, considerando que qualquer penalização ao país seria "dificilmente compreensível", tendo em conta "todos os esforços" dos últimos anos e o "ajustamento estrutural conseguido".

Cecilia Meireles lembrou que retirando das contas públicas o impacto da intervenção no Banif o défice de 2015 ficou "no limite dos 3%", pelo que o Governo deve bater-se contra as pressões para que o país seja penalizado (o compromisso assumido com Bruxelas era deixar o défice abaixo dos 3% no ano passado – 2,7% era a meta assumida pelo Governo de Passos Coelho).

Em relação a 2016, a deputada do CDS mostrou-se compreensiva em relação às "preocupações e alertas" deixados pelo Comissão Europeia, que surgem em linha com os avisos de outras instituições, como o Conselho de Finanças Públicas. "É muito importante que o Governo cumpra as metas com que se comprometeu", avisou a vice-presidente do CDS.