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António Costa: “Votem em mim”

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Marcos Borga

Numa sessão de esclarecimento sobre a moção que apresenta ao Congresso de Junho, o secretário-geral do Partido Socialista pediu especial mobilização nas autárquicas e no partido, e apelou para que o PS “não feche para obras”

Luísa Meireles

Luísa Meireles

Redatora Principal

Foram quatro as tarefas enumeradas por António Costa na intervenção que fez esta noite aos militantes do PS: cumprir os compromissos com o eleitorado, com os parceiros e a União Europeia; cumprir os compromissos no âmbito parlamentar "para dar estabilidade ao país"; responder ao desafio das próximas eleições autárquicas; e a derradeira "e básica tarefa" - "não fechar o partido para obras", porque "o Governo só pode existir com um sólido apoio na sociedade".

O secretário-geral socialista falava numa sessão de esclarecimento preparatória do Congresso que se realiza no primeiro fim-de-semana de junho, a propósito da moção que apresenta “Cumprir a alternativa, consolidar a esperança. No hotel da capital onde se realizou, estavam presentes umas centenas de militantes da região de Lisboa.

De caminho, Costa falou sobre a situação económica do país, da necessidade "crítica" de investimento e da importância de ultrapassar "a depressão política" em que se encontra a Europa, repetindo a explicação que deu durante a tarde de que a Comissão Europeia não exigiu medidas adicionais nas recomendações que hoje vieram a público. No final apelou: "votem em mim". Antes, o seu mandatário, Duarte Cordeiro, referiu-se-lhe como "o grande líder".

"O PS tem particulares responsabilidades em Lisboa e Setúbal e na gestão de muitos municípios", disse Costa, sem no entanto se referir a qualquer tipo de alianças. Preferiu, antes, abordar a necessidade de renovar o projeto à escala metropolitana, de modo a ter uma estratégia de desenvolvimento que funcione como "um motor de desenvolvimento nacional".

Quanto ao partido, falou na "tarefa básica" de manter o partido vivo, porque "é fundamental que ele exista para além do Governo". E concluiu: "temos muito orgulho nos acordos com os nossos parceiros, mas o principal acordo é com o PS".

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