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Governo quer colégios privados com ensino artístico e profissional

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MÁRIO CRUZ / LUSA

Quanto ao número de cortes nos contratos, este ainda vai ter “ajustamentos”, diz a secretária de Estado Adjunta e da Educação

Suprir outras necessidades. É isto que o Ministério da Educação tem para oferecer aos colégios que beneficiam de contratos de associação e com os quais vai reunir-se esta terça-feira, tal como o Expresso tinha avançado na edição de sábado. O Governo quer que estes estabelecimentos de ensino passem a oferecer oportunidades nas áreas do pré-escolar, ensino artístico e ensino profissional, conta o “Diário de Notícias”.

Quanto ao número de cortes nos contratos, este ainda vai ter “ajustamentos”, disse ao jornal a secretária de Estado Adjunta e da Educação. “Tal como [disse] há um mês, quando reuni com a associação, estão em estudo outras formas de parceria em áreas como o pré-escolar, o artístico e o profissional”, confirma Alexandra Leitão.

Estas parcerias poderão ou não beneficiar diretamente os 79 colégios com contrato de associação. “Se estas novas formas de parceria vão compensar ou não, não sei. Não sei se são as mesmas escolas, não sei qual é a capacidade de cada escola. São parcerias diferentes”, diz a governante nas declarações ao matutino. “Cada escola é que saberá se se adapta a elas ou não. São coisas completamente diferentes e, portanto, dependerá de cada casoÏ, adianta.

Se o alargamento de outros contratos for apresentado como uma compensação para os cortes nos contratos de associação, os colégios dizem que o acordo com Associação de Estabelecimentos de Ensino Particular e Cooperativo (AEEP) pode falhar. “Se for uma troca não é razoável”, diz Rodrigo Queiroz e Melo, diretor da AEEP.

O Governo de António Costa, no caso do pré-escolar, já se tinha comprometido em alargar a cobertura da oferta gratuita até aos três anos de idade até ao final da legislatura. O mesmo aconteceu com o ensino artístico da música e da dança.