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Estado perdeu mais de 65 mil funcionários públicos em pouco mais de 4 anos

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Tiago Miranda

A administração central é o subsector que revela a maior diminuição de emprego face ao final de 2011, com uma redução de 45.967 postos de trabalho, que traduzem, em termos percentuais, uma quebra de 8,3%

O Estado perdeu mais de 65 mil funcionários públicos entre dezembro de 2011 e março de 2016, o que representa uma quebra de 9% em pouco mais de quatro anos.

De acordo com a Síntese Estatística do Emprego Público (SIEP), divulgada esta segunda-feira pela Direção-Geral da Administração e do Emprego Público (DGAEP), a 31 de março de 2016 o emprego no sector das administrações públicas situava-se em 662.190 postos de trabalho, revelando um aumento de cerca de 0,8% em termos homólogos (mais 5438 postos de trabalho) e uma quebra de 9% face a 31 de dezembro de 2011 (correspondente a uma redução de 65.452 postos de trabalho).

A administração central é o subsector que revela a maior diminuição de emprego face ao final de 2011, com uma redução de 45.967 pontos de trabalho, que traduzem, em termos percentuais, uma quebra de 8,3%.

Já em comparação com o final do trimestre anterior, os dados da DGAEP indicam que o emprego nas administrações públicas cresceu em 3731 postos de trabalho (0,6%) no primeiro trimestre deste ano, em resultado do aumento do número de trabalhadores da administração central (mais 3589 correspondente a um crescimento de 0,7%).

Esta subida é justificada pelos "novos contratos a termo de médicos e enfermeiros no Serviço Nacional de Saúde (em particular nas entidades públicas empresariais), bem como de docentes nos estabelecimentos de educação e ensino básico e secundário, que representam cerca de 82% do acréscimo líquido de trabalhadores na administração central no final do trimestre".

De acordo com a SIEP, a 31 de março de 2016, o emprego por subsectores nas administrações públicas apresenta uma estrutura semelhante à do final do quarto trimestre de 2015, "com um ligeiro aumento no peso dos trabalhadores na administração central, de 76,2% para 76,3%, em contrapartida a uma ligeira diminuição do peso dos trabalhadores na administração local, de 16,7% para 16,6%".

Com um peso na população total de 6,4%, o emprego no setor das administrações públicas representava, a 31 de março último, cerca de 12,8% da população ativa e de 14,7% da população empregada.

A 31 de março último, em cada dez trabalhadores das administrações públicas, seis são mulheres, representando 15,6% da população ativa.

Quanto ao valor da remuneração média mensal dos trabalhadores a tempo completo nas administrações públicas, esta era de 1417 euros em janeiro de 2016, correspondendo a uma variação global média de 1,1% face ao mês de referência do trimestre anterior (outubro).