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Sondagem: subida ligeira do PS, CDU e PAN

MANUEL DE ALMEIDA/LUSA

Na semana em que o acordo das esquerdas celebrou seis meses, o líder comunista consolida a sua (boa) imagem. Intenções de voto nos partidos com alteração ligeira em relação ao mês passado

Cristina Figueiredo

Cristina Figueiredo

Editora de Política da SIC

Abril correu bem aos líderes políticos: todos, sem exceção, sobem na apreciação dos inquiridos. Uma unanimidade que, porém, não se confirma no que respeita às intenções de voto. Apesar das variações serem ligeiras (bem abaixo dos 3,05% de margem de erro da sondagem), PS, CDU e PAN sobem (respetivamente 0,5%, 01% e 0,4%), ao passo que CDS, PSD e BE descem (0,7%, 0,3% e 0,1%, respetivamente).

Numa altura em que se começa a especular sobre se haverá ou não mudanças na liderança do PCP no próximo congresso (agendado para o final do ano), Jerónimo de Sousa vê premiado o esforço de concertação do PCP com PS e BE. O acordo das esquerdas completou seis meses de vida na terça-feira e no balanço entre opiniões positivas e negativas dos inquiridos do barómetro de maio da Eurosondagem para o Expresso e SIC sobre a sua atuação, o secretário-geral comunista quase que duplica o seu saldo de popularidade (que já era positivo), por comparação com abril.

Jerónimo continua a ser o líder político menos popular (o Presidente da República tem um saldo mais de quatro vezes superior, atingindo este mês uns estratosféricos 56,3%), mas atingiu pela primeira vez os dois dígitos de saldo positivo, ficando a escassos 0,5 pontos do segundo "menos apreciado", Pedro Passos Coelho. O presidente do PSD, aliás, também é dos que mais pontos sobe na opinião dos inquiridos: 2,5% por comparação com o barómetro anterior. O terceiro lugar fica para Assunção Cristas, que obtém um saldo de mais 1,8% relativamente ao mês passado.

FICHA TÉCNICA

Estudo de opinião efetuado pela Eurosondagem S.A. para o Expresso e SIC, de 5 a 11 de MAIO de 2016. Entrevistas telefónicas, realizadas por entrevistadores selecionados e supervisionados. O universo é a população com 18 anos ou mais, residente em Portugal Continental e habitando lares com telefone da rede fixa. A amostra foi estratificada por região: Norte (20,2%) — Área Metropolitana do Porto (14,5%); Centro (28,4%) — Área Metropolitana de Lisboa — (27,2%) e Sul (9,7%), num total de 1031 entrevistas validadas. Foram efetuadas 1221 tentativas de entrevistas e, destas, 190 (15,6%) não aceitaram colaborar neste estudo. A escolha do lar foi aleatória nas listas telefónicas e o entrevistado, em cada agregado familiar, o elemento que fez anos há menos tempo, e desta forma resultou, em termos de sexo: feminino — 50,9%; masculino — 49,1% e, no que concerne à faixa etária dos 18 aos 30 anos — 17,8%; dos 31 aos 59 — 49,9% e com 60 anos ou mais — 32,3%. O erro máximo da amostra é de 3,05%, para um grau de probabilidade de 95,0%. Um exemplar deste estudo de opinião está depositado na Entidade Reguladora para a Comunicação Social.