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Teresa Morais: “Uma derrota do PSD nas autárquicas não pode nem deve traduzir-se na saída de Passos”

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Antonio Pedro Ferreira

Vice-presidente do PSD acusa António Costa de estar a “fazer a política que interessa à Fenprof” e estar “rendido à agenda do Bloco de Esquerda”

O PSD tem condições para ganhar as eleições autárquicas em 2017, mas mesmo que tal não venha a acontecer isso são se deve traduzir numa saída de Pedro Passos Coelho, diz Teresa Morais, vice-presidente do PSD, em entrevista ao "Público" esta quinta-feira.

“Uma derrota do PSD nas autárquicas não pode nem deve traduzir-se na saída de Passos, embora não esteja convencida de que esse resultado venha a acontecer”, afirma.

Teresa Morais acusa António Costa de estar a "fazer a política que interessa à Fenprof", ao falar dos contratos de associação com os colégios. E de o PS de estar "rendido à agenda do BE, que, apesar de ter 19 deputados, o consegue condicionar”.

Para a dirigente social-democrata, a atual oposição ao Governo de António Costa "passa por fazer um combate sério" às políticas em que "não estamos de acordo." "Fazer propostas numa série de matérias que o PSD considera prioridades, nomeadamente o crescimento económico, a coesão social e territorial, a reforma do sistema político, a transparência, o combate às desigualdades que estão enraizadas na sociedade portuguesa há muitos anos", afirma. O que não se pode esperar é que o PSD faça uma "oposição estridente", pois tal não seria "eficaz".

Nem o facto da popularidade do CDS estar a crescer a incomoda. “Não nos incomoda nada nem é mau para o PSD. Porventura, queremos crescer até para sectores do eleitorado diferentes. O CDS não é o nosso opositor político”, diz.

Quando questionada sobre se o PSD já ultrapassou o trauma de ter ficado na oposição, Teresa Morais diz que sim. Mas ainda deixa críticas à forma como António Costa chegou ao poder: "Eu falo por mim: tive um dia de luto e no dia seguinte estava na luta. Não se pode deixar de ter perplexidade quando um partido ou coligação ganha as eleições e tudo o que se segue é um jogo tipo malabarista para impedir que quem ganhou as eleições governe."