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Paulo Portas fechou acordo com a TVI

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Rui Duarte Silva

Ex-líder do CDS assinou esta quinta-feira de tarde contrato para programa semanal de comentário. Será sobre política internacional, mas com um pé em Portugal

Filipe Santos Costa

Filipe Santos Costa

Jornalista da secção Política

Paulo Portas assinou esta tarde contrato com a TVI para um programa de comentário político. Ao que o Expresso apurou, o ex-líder do CDS quis evitar uma colagem ao modelo protagonizado durante anos por Marcelo Rebelo de Sousa e que é atualmente assumido por Marques Mendes - por essa razão, a matéria-prima do programa de Portas será a atualidade internacional. Será uma forma de rentabilizar o conhecimento e os contactos acumulados por Portas nos anos em que foi ministro dos Negócios Estrangeiros e vice-primeiro-ministro com a tutela da diplomacia económica.

Apesar deste enfoque no noticiário internacional, o programa não será desligado da realidade portuguesa, adiantou ao Expresso fonte que acompanhou as negociações com a estação de Queluz. Sempre que se justifique, Portas deverá correlacionar os diversos assuntos com a realidade portuguesa, analisando o seu impacto na vida das pessoas e do país.

Olhando para os temas que têm dominado as notícias do mundo, é fácil adivinhar que não faltarão motivos para Portas comentar a política portuguesa - seja a propósito do referendo britânico à permanência na UE, da crise dos refugiados, das decisões do BCE sobre taxas de juro, ou das pressões europeias sobre os países incumpridores dos tratados. Mesmo saindo do plano europeu, não será difícil a Portas fazer a ligação a Portugal quando se fale da situação em Angola ou dos riscos colocados pelo crescimento de Donald Trump nas presidenciais americanas...

O programa, cujo nome e data de início ainda não é conhecido, terá "um formato inovador", com recurso a multimedia e interação com os telespetadores.

A presença televisiva será apenas uma das atividades de Portas, agora que deixou a liderança do CDS e está prestes a abandonar o Parlamento. Para além disso, já está a trabalhar com a Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa e deverá trabalhar como consultor de empresas.