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António Arnaut suspende candidatura para o PS de Coimbra por considerar “processo viciado”

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O advogado era o único adversário do deputado Pedro Coimbra que lidera há dois mandatos consecutivos a Federação Distrital de Coimbra do PS

O advogado António Manuel Arnaut suspendeu hoje a sua candidatura à Federação Distrital de Coimbra do PS, por considerar que o processo eleitoral “não garante as mínimas condições” de legalidade e transparência.

“O processo eleitoral para as eleições federativas de Coimbra encontra-se viciado, não garantindo as mínimas condições de legalidade e transparência, tratando de forma desigual as candidaturas existentes”, afirma o candidato em comunicado.

António Manuel Arnaut, que apresentou a sua candidatura no dia 30 de abril, era o único adversário do deputado Pedro Coimbra, que lidera há dois mandatos consecutivos a Federação Distrital de Coimbra do PS e se recandidata nas eleições do dia 21.

Ao longo da campanha eleitoral, o causídico, filho de um dos fundadores do partido e principal impulsionador do Serviço Nacional de Saúde, António Arnaut, verificou que não estavam “reunidas as condições mínimas para umas eleições democráticas, transparentes e isentas, onde os militantes socialistas pudessem exercer em liberdade e consciência” o seu direito de voto.

“Fui entendendo as mensagens que me foram chegando pelos militantes e dirigentes distritais quanto à sua saturação no que respeita ao ambiente interno do PS” de Coimbra, acrescenta.
Tendo exposto tais factos aos órgãos federativos e nacionais do partido, o candidato não obteve até agora “qualquer resposta”.

António Manuel Arnaut recorda que apresentou “sob protesto” a candidatura à Federação de Coimbra, com o médico Campos Coroa nas funções de mandatário, “tendo, de seguida, impugnado a comissão organizadora do congresso, pela circunstância de não ter qualquer legitimidade, por não ter sido eleita pelo órgão próprio”.

Desta impugnação e de outras apresentadas, “não obtive, até ao momento, qualquer resposta dos órgãos competentes”, sublinha.

“Não poderei pactuar ou dar legitimidade a um ato que considero indigno e ilegítimo”, refere o advogado, ao anunciar que suspende a sua candidatura, tal como a inerente apresentação de listas ao congresso federativo, frisando que a “última palavra” cabe agora aos órgãos nacionais do PS.