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Cristas diz que Estado tem de cumprir a lei e respeitar os contratos com colégios privados

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HOMEM DE GOUVEIA/LUSA

Presidente do CDS recusa entrar na discussão sobre os interesses ocultos do Ministério da Educação e pede a quem defende os apoios ao ensino privado e cooperativo que pense com objetividade. De momento, o que é relevante “é garantir que a lei é cumprida e que os contratos assinados com o ensino privado e cooperativo são efetivamente cumpridos”

Marta Caires

Jornalista

Assunção Cristas admite discutir o modelo de financiamento público às escolas privadas e cooperativas, mas lembra que, de momento, não é isso que está em causa. O que é relevante, explicou esta terça-feira no Funchal, é que o Estado assinou contratos com escolas do ensino privado e cooperativo e esses contratos estão em vigor e são válidos por três anos. De momento, é necessário pensar com “objetividade” e “garantir que a lei é cumprida”. A discussão sobre o modelo de financiamento é um assunto para pensar depois.

Solidária com as escolas do ensino privado e cooperativo, com os 17 mil alunos, 1025 professores e outros tantos funcionários que representam, a presidente do CDS entende que a baixa da natalidade irá afetar o ensino, mas insiste que o Governo tem tempo para decidir sobre isso depois de terminar os contratos atuais. O CDS tem uma linha diferente das esquerdas unidas que agora governam o país, defende a qualidade e a liberdade no ensino, embora Assunção Cristas recuse entrar no debate dos interesses ocultos no Ministério da Educação.

“Eu já disse muitas vezes que este Ministério da Educação está certamente capturado por Mário Nogueira e pela agenda da esquerda. Porém aquilo que parece mais relevante é pensar com objetividade”, sublinhou a líder do CDS no Funchal, enquanto visitava o Mercado dos Lavradores no segundo dia de visita à Madeira. “Neste momento, havendo oferta pública estatal, é preciso ponderar o que é que faz mais sentido na qualidade do ensino e na salvaguarda das expectativas e direitos de alunos e de pais e de professores. Os professores do ensino privado e cooperativo não são menos professores do que os professores do ensino estatal”.

Todas estas questões, explicou, são importantes e deviam ser discutidas de forma alargada, o que devia incluir a escola pública. “O que interessa é a qualidade do ensino. Interessa perceber como é prestado o serviço nas escolas (públicas, privadas e cooperativas), os custos para o Estado e já agora refletir e muito sobre a escola pública onde estão mais de 85% dos nossos alunos”.

Apesar da abertura para discutir o futuro do ensino e da escola pública, apesar da disponibilidade para melhor o modelo de financiamento ao ensino particular, a líder do CDS fez questão de esclarecer que a linha dos centristas não é a mesma das esquerdas radicais, nem a do Governo, que, neste assunto como noutros, estão de acordo, já que “são farinha do mesmo saco”. Assunção Cristas volta a dizer que o partido defende a liberdade de escolha e, acima de tudo, a qualidade do ensino.