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“O PS não quer saber da vida quotidiana das famílias portuguesas”

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HOMEM DE GOUVEIA/ Lusa

Assunção Cristas acusa PS de voltar costas aos problemas das famílias e avisa: o CDS “não aceita nenhuma lição de moralidade de quem pôs o país na bancarrota”

Marta Caires

Jornalista

A líder do CDS promete dar luta às esquerdas unidas com medidas de apoio às famílias e, esta segunda-feira, dia em que se voltou a conhecer dados sobre o envelhecimento da população, lembrou o chumbo do PS, BE e PCP ao pacote legislativo para a promoção da natalidade. Num jantar de militantes em Câmara de Lobos, na Madeira, Assunção Cristas lamentou o total desinteresse do governo pelo problema num país a envelhecer e onde nascem poucas crianças.

“O PS, com o apoio das esquerdas, não quer saber da vida quotidiana das famílias portuguesas, não quer encontrar uma solução para a natalidade e entende que tudo se resolve com o crescimento económico”. A presidente dos centristas entende que não é assim tão linear e lembrou aos militantes que a ouviam que todos os países desenvolvidos tiveram que avançar com medidas apoio à natalidade.

Assunção Cristas enumerou algumas das medidas – como as licenças para os avós e o teletrabalho para os pais de crianças até aos três anos - e prometeu continuar a luta por medidas de apoio às famílias. Este pacote da natalidade - que era, segundo salientou, bem pensado e não apenas medidas avulso - foi um dos muitos projetos, mas outros surgirão, todos a pensar no dia a dia das famílias.

“Rejeito em absoluto que o PS e os partidos das esquerdas radicais nos venham dizer que não temos legitimidade para os apresentar. Estamos no Parlamento com a mesma legitimidade do que os outros e não aceitamos nenhuma lição de moralidade de quem pôs o país na bancarrota”. A luta, esclareceu a líder no jantar de militantes, irá levar o tempo que for preciso. Assunção Cristas realçou, neste primeiro dia de visita à Madeira, que a união das esquerdas parece estar para durar. “Estão unidos e são todos farinha do mesmo saco” e o combate pode levar meses ou os quatro anos da legislatura.

O que sabe é que, para o ano, há eleições autárquicas e o CDS tem por objetivo reforçar o número de câmaras que tem. Neste momento são cinco, uma delas Santana na Madeira. A pensar nisso, pediu ao partido para se abrir à sociedade civil, fez um apelo a novos militantes, mas também a independentes, a todas as pessoas de valor que queiram se juntar aos centristas. Esse combate é, para já, o próximo e deve começar já a ser preparado, alertou a líder.

A visita de Assunção Cristas prossegue esta terça-feira com uma inevitável visita ao Mercado dos Lavradores, onde estará em contacto com a população. Depois, há um encontro com o reitor da Universidade da Madeira, uma visita ao Cabo Girão e uma passagem por uma associação comunitária que dá apoio a idosos e crianças.