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Política

Governo desdramatiza posição futura do Presidente sobre contratos de associação na educação

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Maria Manuel Leitão Marques lembrou que Marcelo rebelo de Sousa e António Costa se encontram todas as semanas

A ministra da Presidência defendeu esta segunda-feira que, se o Presidente da República entende por interesse comum uma educação de qualidade para todos, então vai nesse sentido a decisão do Governo de rever contratos de associação.

Maria Manuel Leitão Marques falava em conferência de imprensa, depois de confrontada com declarações de Marcelo Rebelo de Sousa sobre esta polémica entre o Governo e várias escolas dos ensinos privado e cooperativo, com o chefe de Estado a referir ter dificuldade em compreender "afrontamentos" em domínios como a educação, onde deverá prevalecer o interesse comum.

"Se o senhor Presidente da República se refere ao interesse comum de uma educação de qualidade para todos os portugueses, sem dúvida que esse é um interesse importante nesta decisão do Governo", declarou por sua vez a titular da pasta da Presidência.

Maria Manuel Leitão Marques desdramatizou depois o facto de Marcelo Rebelo de Sousa ter também dito que falará publicamente sobre esta polémica depois de conversar com o primeiro-ministro: "O senhor Presidente da República e o primeiro-ministro encontram-se semanalmente, como é do conhecimento público", observou.

Na Fundação Calouste Gulbenkian, na intervenção que fez a propósito dos desafios que se colocam hoje em dia à Europa e à sociedade portuguesa, o Presidente da República tinha já abordado brevemente a questão da educação, admitindo que por vezes tem dificuldade em perceber "afrontamentos" que existem neste domínio.

"De quando em vez tenho dificuldade em perceber afrontamentos ao menos aparentes, que existem no domínio da educação por exemplo, ou como noutros, entre setores variados, o Estado, o setor social ou os privados quando o fim é o mesmo, a causa a prosseguir é a mesma, do que se trata é de saber compreender que há um diálogo a estabelecer e há caminhos de convergência que devem ser percorridos", disse.