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Declarações de Passos Coelho “não são compatíveis com as suas funções”

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ALBERTO FRIAS

Pedro Nuno Santos, secretário de Estado dos Assuntos Parlamentos, disse que é dever do ex-primeiro-ministro “fundamentar as insinuações graves e inaceitáveis” que fez a respeito de Tiago Brandão Rodrigues, ministro da Educação

Helena Bento

Jornalista

Pedro Nuno Santos, secretário de Estado dos Assuntos Parlamentos, disse que as declarações de Passos Coelho “não são compatíveis” com as funções que ele ocupa enquanto líder do PSD e desafiou o ex-primeiro-ministro a “fundamentar as insinuações graves e inaceitáveis” que fez sobre Tiago Brandão Rodrigues, ministro da Educação.

“Pedro Passos Coelho deve concretizar, fundamentar o que disse sobre o ministro da Educação, como é dever de todos nós na vida política”, afirmou o secretário socialista em resposta a Passos Coelho, que no sábado, durante o jantar que assinalou, na Alfândega do Porto, o 42.º aniversário do PSD, insinuou que Tiago Brandão Rodrigues representa interesses alheios ao Governo.

À semelhança de outros membros do Governo socialista, Pedro Nuno Santos disse que, ao reduzir o financiamento aos estabelecimentos que têm contratos de associação com o Estado, o Governo está simplesmente a garantir o cumprimento da lei. “Qualquer cidadão compreende que se há oferta pública não faz sentido continuar a financiar a abertura de turmas em escolas privadas”, disse o secretário, que aproveitou ainda para elogiar Tiago Brandão Rodrigues: “Está a fazer bem o seu trabalho” e a avançar com “reformas importantes”.

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    Pedro Passos Coelho fez duras críticas à atual política de Educação. Ontem à noite, o presidente do PSD insinuou que o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues representa interesses alheios ao Governo. No discurso que assinalou os 42 anos do PSD, o ex-primeiro-ministro criticou ainda a anunciada intenção de acabar com os contratos de associação entre o Estado e os colégios privados.