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António Costa: “Há 50 anos o Tejo, hoje o Marão”

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LUCILIA MONTEIRO

A cerimónia de inauguração do túnel do Marão decorreu este sábado e contou com a presença de ministros e ex-ministros, entre os quais José Sócrates, que propôs e lançou a obra em 2007

Helena Bento

Jornalista

Lucília Monteiro

Lucília Monteiro

Fotografia

Fotojornalista

Presente na cerimónia de inauguração do túnel do Marão, este sábado, António Costa sublinhou a importância da obra para a diminuição das desigualdades territoriais em Portugal. “Esta barreira significou efetivamente décadas de atraso para esta região e rasgar este túnel abre séculos de oportunidades de desenvolvimento para Trás-os-Montes”, afirmou.

O primeiro-ministro destacou também a importância do túnel para as relações entre Portugal e Espanha, defendendo, como tem vindo a fazer, que o interior não deve ser as traseiras do litoral, mas sim a frente mais avançada do país em relação ao mercado ibérico e centro da Europa. “O desenvolvimento do país depende também da aproximação do litoral ao interior e vice-versa. O desafio, hoje, é sermos mais coesos entre nós e mais capazes de nos projetar no espaço global e também no mercado ibérico”, afirmou.

Na sua opinião, esta obra só pode ser comparada à ponte 25 de Abril, em Lisboa. “Desde a ponte, nenhuma outra infraestrutura tinha sido tão relevante para vencer uma barreira natural”. “Há 50 anos o Tejo, hoje o Marão”, concluiu o primeiro-ministro, que aproveitou ainda para homenagear os que trabalharam e projetaram a infraestrutura, e ainda os autarcas que se bateram pela sua conclusão.