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Costa pede a socialistas para se sindicalizarem

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O líder do PS quer os militantes mais presentes no mundo laboral: “Exortamos os socialistas a filiarem-se em sindicatos”. Na moção de Costa ao Congresso do PS defende-se a “revalorização da contratação coletiva”

O "mercado de trabalho" e a "dinâmica do sindicalismo" são "terrenos da maior importância para o combate político do PS", defende António Costa, na moção "Cumprir a Alternativa, Consolidar a Esperança", com que primeiro-ministro se apresenta ao próximo congresso do seu partido, entre 3 e 5 de junho, em Lisboa. O texto foi divulgado nos primeiros momentos desta sexta-feira, no sítio do PS na internet.

Para travar tal "combate político", a arma está bem identificada pelo primeiro-ministro: "Exortamos os socialistas a filiarem-se em sindicatos e a reforçarem os mecanismos associativos dos trabalhadores e apoiamos convictamente os socialistas sindicalistas naquilo em que o nosso contributo possa valorizar a sua participação cívica".

Costa quer uma "especial atenção" à "presença do PS no mundo laboral". A razão é explicada: "Os sindicatos encontram-se entre as forças propulsoras do movimento político do socialismo democrático e os partidos como o nosso têm no seu código genético uma forte componente de respeito pela luta das organizações representativas dos trabalhadores". Pelo que, prossegue a moção subscrita pelo primeiro-ministro, "a causa da sua emancipação e da melhoria das suas condições de vida é também uma causa dos socialistas".

O texto adeverte, contudo, que "assumir esta proximidade histórica no início do século XXI não corresponde a recuperar lógicas de classe - a que os socialistas democráticos, aliás, nunca se prenderam". Por outro lado, sublinha, o respeito pelas duas centrais sindicais e a defesa da "total autonomia do movimento sindical face aos partidos".

A moção de António Costa lembra que nos países "com mais liberdade sindical, maior respeito e influência das organizações representativas dos trabalhadores conseguiram-se importantes conquistas sociais, que fizeram sociedades mais justas e mais democráticas".

Nesse contexto, o líder do PS diz valorizar os sindicatos e entende que "a sua vitalidade tem correlação positiva com a força da democracia e a defesa da igualdade social". O objetivo é a "revalorização da contratação coletiva, depois do retrocesso causado pelos partidos de direita".