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Política

Costa coloca como fasquia vencer as autárquicas

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António Cotrim / Luso

Moção do socialista ao congresso, “Cumprir a alternativa, consolidar a esperança”, foi entregue esta quinta-feira, último dia do prazo

A moção subscrita pelo secretário-geral socialista ao congresso do PS assume como principais objetivos eleitorais a manutenção da presidência da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) nas autárquicas de 2017 e nova vitória nas regionais dos Açores.

Já a recandidatura de António Costa ao cargo de secretário-geral do PS, cujas eleições diretas pelos militantes socialistas estão previstas para 20 e 21 próximos, tem como mandatário nacional o dirigente e vereador da Câmara Municipal de Lisboa Duarte Cordeiro.

Intitulada "Cumprir a alternativa, consolidar a esperança", a moção do líder do socialista está dividida em quatro capítulos distintos: "Dar execução ao programa de Governo; relançamento do projeto europeu; aprofundamento das autonomias e descentralização; e abertura e rejuvenescimento do PS".

Na moção assume-se, de acordo com António Costa, que o PS irá travar "duas grandes batalhas" nos próximos anos, sendo a primeira a do reforço das autonomias regionais, "que passa desde logo pela candidatura do PS/Açores nas eleições regionais de outubro e pelo aprofundamento da descentralização como pedra angular da reforma do Estado".

"Um objetivo que terá um momento importante com as próximas eleições autárquicas de outubro de 2017, onde o PS se afirma com uma ambição muito clara: Continuar a ser o maior partido autárquico, mantendo a presidência da ANMP e da Associação Nacional de Freguesias [Anafre], especificou António Costa.

Um dos principais desígnios económico-sociais constantes na moção, segundo o líder dos socialistas, passa pelo cumprimento das metas incluídas no Programa Nacional de Reformas (2016/2020): "Vencer os bloqueios estruturais ao crescimento da economia e à criação de emprego; necessidade de investir nas qualificações, na modernização e inovação; capitalização de empresas; batalha pela coesão social e redução das desigualdades; e valorização do território".

A moção, na perspetiva de António Costa, "foca-se no dever principal do PS" no sentido de "honrar os compromissos que assumiu com os portugueses, com os parceiros de maioria parlamentar [Bloco de Esquerda, PCP, e "Os Verdes"] e de honrar os compromissos assumidos ao nível da execução do programa do Governo".

"Mas é também uma moção que não fecha o PS para os grandes debates que hoje marcam o futuro da Europa" - um continente confrontado com fenómenos do terrorismo e "com os desafios da crise migratória e da crise económica, nas quais o partido quer ter uma posição ativa", referiu o secretário-geral socialista.

No que respeita ao funcionamento interno partidário, o secretário-geral do PS reiterou a sua promessa de abertura ao exterior e de autonomização face ao Governo.

"O PS não se pode esgotar na atividade governativa, devendo ser antes o grande elo de ligação entre os socialistas que estão no Governo com o conjunto da sociedade. O PS tem de ser cada vez mais um partido aberto, mais atrativo para os jovens, com maior capacidade de liderar os debates que se colocam na sociedade - e nesse sentido é fundamental que o partido viva para além da ação desenvolvida no Governo", acrescentou.