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Política

Ainda a natalidade: CDS faz campanha contra a esquerda

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O CDS/PP não se conforma com o chumbo pela maioria de esquerda das suas propostas para incentivo à natalidade. Primeiro foi Assunção Cristas a considerar "escandaloso e incompreensível" o comportamento de PS, BE e PCP. Segue-se uma campanha nas redes, lançada esta noite

Cristina Figueiredo

Cristina Figueiredo

Jornalista da secção Política

São quatro banners que o CDS vai pôr ainda hoje a correr nas redes sociais. Elencam as propostas de incentivo à natalidade que o CDS considera "escandaloso e incompreensível" que os partidos da esquerda parlamentar que suportam o Governo não tenham deixado passar para discussão na especialidade. A saber, o aumento do abono de família para famílias com deficientes a cargo; o alargamento dos horários das creches; a criação de incentivos e benefícios em sede de IRC para empresas que promovam comportamentos familiarmente responsáveis; e a alteração do regime do Programa Porta 65, alargando a idad máxima de acesso para jovens e casais com idades até 25 anos.

Já depois da votação desta tarde (que chumbou 16 das 25 propostas apresentadas pelos centristas para incentivo à natalidade e apoio às famílias com filhos), a presidente do CDS publicou um post no facebook onde lamenta a "falta de visão e sentido de Estado [dos partidos da esquerda] para resolver um problema estruturante para o país". "Ficou hoje claro que quem chumba, liminarmente, 16 das nossas propostas não está preocupado com o país, mas, apenas com a luta politico partidária", escreveu ainda Assunção Cristas, acusando o PS de ter obrigado os demais partidos da coligação parlamentar a votarem contra as propostas do CDS: "Mal andou o PS ao não permitir que os outros acompanhassem as nossas propostas.
O Parlamento poderia ter dado um sinal diferente. Ainda não foi desta".