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Doadores suspenderam ajuda a Moçambique para “esclarecimento de situações”

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JOÃO RELVAS / Lusa

Presidente português diz que o cancelamento da ajuda financeira pelos doadores internacionais se trata “não de uma paragem definitiva mas de uma mera suspensão”

Marcelo Rebelo de Sousa diz que o grupo de doadores internacionais que suspendeu a ajuda a Moçambique fê-lo "para efeitos de esclarecimento de situações" e não de forma definitiva, adiantando que já foram iniciadas conversações sobre o assunto.

O Presidente português falava numa conferência de imprensa conjunta com o seu homólogo moçambicano Filipe Nyusi, após um encontro a sós entre os dois, no palácio presidencial em Maputo.

Marcelo afirmou que se trata "não de uma paragem definitiva mas de uma mera suspensão" e salientou esse dado: "Faz toda a diferença haver um não da comunidade internacional que é duradouro e, por maioria de razão, definitivo, ou uma mera suspensão para efeitos de esclarecimento de situações".

Depois, acrescentou: "Posso dizer que já começámos a falar, e não só a falar: já se começou a trabalhar para criar condições para o futuro, e quanto mais próximo melhor, para que aquilo que agora ocorre seja rapidamente ultrapassado".

Esta terça-feira, dois parceiros internacionais disseram à Lusa que o grupo de doadores do Orçamento do Estado de Moçambique tinha decidido suspender a ajuda internacional ao país após a revelação de dívidas ocultadas nas contas públicas.

Um dos parceiros adiantou à Lusa que o Governo moçambicano está a par da decisão, apesar de esta não ter sido formalmente comunicada. A decisão só ganha carácter oficial quando for formalmente comunicada ao executivo pelo chamado G14, atualmente presidido por Portugal.