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Moreira da Silva candidato a sub-secretário geral da ONU

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Luís Barra

O ex-ministro do Ambiente candidatou-se ao lugar de secretário-executivo da Convenção para as Alterações Climáticas, que reporta diretamente ao secretário-geral, e está entre os finalistas. A decisão de Ban Ki-mooon deverá ser conhecida em breve

Cristina Figueiredo

Cristina Figueiredo

Jornalista da secção Política

O ex-ministro do Ambiente e primeiro vice-presidente do PSD, Jorge Moreira da Silva, está entre os finalistas para o lugar de secretário executivo da Convenção para as Alterações Climáticas da ONU. O cargo tem a categoria de sub-secretário-geral da organização – reportando diretamente ao responsável máximo da organização.

A notícia foi avançada na SIC, no domingo à noite, por Luís Marques Mendes e confirmada esta segundfa-feira ao final da tarde pelo próprio candidato, na sua página do Facebook. Ao Expresso, Moreira da Silva explica que se candidatou ao lugar por sentir ter as competências necessárias: "Acompanho a área há vinte anos. Fui autor do sistema europeu de comércio de emissões, que é a política mais ambiciosa do mundo no combate às alterações climáticas".

Jorge Moreira da Silva já antes ocupou funções nas Nações Unidas: entre abril de 2009 e 2011 foi conselheiro sénior para a energia e alterações climáticas e entre 2011 e março de 2012 (altura em que regressou à política, assumindo o lugar de primeiro-vice-presidente da direção de Pedro Passos Coelho no PSD) foi diretor da economia da energia e das alterações climáticas, do programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento.

O dirigente social-democrata, que há um mês Passos voltou a convidar para seu número dois no PSD, explica que submeteu a candidatura já no início do ano e que ultrapassou todas as fases do processo até integrar uma primeira short list de cinco nomes. Em meados de abril passou para a última fase, disputado o lugar com mais um candidato (que, presume-se, será a ex-ministra dos Negócios Estrangeiros do México Patricia Espinosa), tendo sido entrevistado pelo próprio secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, a quem reportará diretamente caso seja o escolhido. A decisão deverá ser conhecida em breve.