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Marcelo contraria Bruxelas e elogia défice de 2,7%

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JOÃO RELVAS/LUSA

Em Moçambique, Presidente da República desdramatiza previsões da Comissão Europeia sobre evolução da economia portuguesa

Filipe Santos Costa

Filipe Santos Costa

em Maputo

Jornalista da secção Política

O que para Bruxelas justifica o carimbo de crítica, para Marcelo Rebelo de Sousa merece um rasgado elogio. O Presidente da República reagiu esta terça-feira às últimas previsões da Comissão Europeia sobre a evolução da economia portuguesa, louvando o facto de tanto o Governo português como Bruxelas apontarem para um défice abaixo de 3% no final deste ano. "Se for 2,7% é uma boa notícia, é um valor como não me lembro há muitos anos em Portugal", declarou o chefe do Estado em Maputo, onde iniciou esta manhã uma visita oficial a Mocambique.

A questão é que aquilo que Marcelo considera "uma boa notícia" fica bastante aquém do que o Executivo havia prometido à Comissão (um défice de 2,2%) e igualmente aquém daquilo que é exigido pelas autoridades europeias. Onde o Presidente da República vê "um ponto bom", pois quer um lado quer outro "acham que fica abaixo dos 3%", para Bruxelas é mau, porque significa uma consolidação orçamental quase nula e não cumpre a regra de redução do défice estrutural em pelo menos 0,5.

Apesar de confrontado pelos jornalistas com estas críticas, Marcelo Rebelo de Sousa sublinhou a "evolução genérica" da economia portuguesa, refugiando-se num "vamos esperar para ver".