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Correia de Campos critica política de saúde do atual Governo

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Correia de Campos

Antigo ministro da Saúde de Guterres e Sócrates reitera as críticas do Sindicato Independente dos Médicos ao Orçamento do Estado de 2016 no que diz respeito ao pagamento horas extra aos clínicos

Alinhado com as críticas do Sindicato Independente dos Médicos o antigo ministro da Saúde, Correia de Campos, escreve esta terça-feira, em artigo de opinião publicado no site do “Acção Socialista” que no Orçamento do Estado “nada de novo surge na reforma da organização interna dos hospitais e que o pagamento das horas extraordinárias se mantém no nível degradante, em valor e cabimento, a que o governo anterior as havia votado”.

No artigo de opinião agora publicado na edição digital diária do órgão oficial do PS, dirigido por Edite Estrela, o antigo responsável pelo setor da Saúde entre julho de 2001 e abril de 2002 (num governo liderado por António Guterres) e entre março de 2005 e janeiro de 2008 (num governo liderado por José Sócrates) defende que esta situação afetará, ainda mais negativamente, o Serviço Nacional de Saúde.

“Não me venham dizer que não há dinheiro. Pois não, sabemo-lo. Mas há prioridades. E se não pudermos colocar o SNS no topo da respetiva lista será melhor deixarmos de lhe cantar hossanas”, concluiu o antigo governante socialista.

O Sindicato Independente dos Médicos (SIM) apelou na segunda-feira ao Presidente da República para que declare a inconstitucionalidade da lei do Orçamento do Estado de 2016 no que diz respeito ao pagamento e ao número de horas de trabalho extraordinário dos clínicos.

Jorge Roque da Cunha, secretário-geral do SIM, explicou à Lusa que os médicos pretendem que seja "reposta uma injustiça criada há três anos em sede de Orçamento de Estado e que o atual Governo manteve".

"É uma indignidade continuar pagar aos médicos metade do que está previsto na lei, ao mesmo tempo que esse pagamento é feito cinco vezes mais às empresas de prestação de serviço", acusou Jorge Roque da Cunha.

De acordo com o responsável sindical, tratam-se de duas questões que os médicos querem ver repostas: "o pagamento das horas extra a 50% e também a questão de, na prática, não terem limite de prestação de trabalho extraordinário".