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Política

Candidata às Mulheres Socialistas desiste por falta de condições democráticas

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Tiago Miranda

Sónia Sanfona, que se preparava para disputar a liderança das Mulheres Socialistas com a antiga secretária de Estado da Igualdade Elza Pais, retirou a candidatura: “Não estão reunidas as condições que considero ajustadas para uma disputa transparente, democrática, livre e profícua", explica no Facebook

Cristina Figueiredo

Cristina Figueiredo

Jornalista da secção Política

Sónia Sanfona, ex-secretária nacional do PS (com António José Seguro), retirou a sua candidatura à presidência do Departamento Nacional das Mulheres Socialistas, nas eleições de 20 e 21 de maio. Num longo post no Facebook, explica que o faz por não querer compactuar com o que considera ser "uma atitude de condicionamento" (sobre si e sobre as suas apoiantes): "Não estão reunidas as condições que considero ajustadas para uma disputa transparente, democrática, livre e profícua".

A antiga dirigente e deputada socialista (por Santarém) denuncia que "desde o primeiro momento" em que apresentou a candidatura "foi veiculado, dentro e fora do PS que a mesma consubstanciava uma afronta à sua direção, que era promotora de divisionismo e de sectarismo entre as mulheres, apelidando-a de facciosa e, portanto, contrária aos interesses do PS que preferiria claramente a existência de uma candidatura única". Uma referência ainda aos resquícios da disputa interna entre António José Seguro (que Sónia Sanfona apoiava) e António Costa (de que Elza Pais, a sua adversária nestas eleições, era apoiante).

Sónia Sanfona assume que as pressões para não seguir em frente com a candidatura transformaram-se depois em "constrangimentos" dirigidos às suas apoiantes, que "viram de forma mais ou menos evidente, posta em causa a sua liberdade de escolha, com reflexo no seu futuro politico e mesmo profissional". E termina dizendo: "Não posso, como democrata e como socialista, compactuar com esta atitude", pelo que retira a candidatura.