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Costa define-se como “autonomista militante” em visita aos Açores

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António Costa, primeiro-ministro, acompanhado pelo Presidente do Governo Regional dos Açores Vasco Cordeiro (à direita) e o Presidente da Câmara da Horta José Leonardo (esquerda), na cidade da Horta, Faial

TIAGO PETINGA/LUSA

O primeiro-ministro, que está numa visita oficial aos Açores acompanhado por sete ministros, fala de um “novo patamar de relacionamento” com a região

O primeiro-ministro afirmou-se este sábado como um "autonomista militante" no plano político, enquanto o presidente do Governo Regional dos Açores, Vasco Cordeiro, declarou que os resultados da visita de António Costa à região "superaram" as suas expectativas.

António Costa e Vasco Cordeiro falavam em conferência de imprensa, no Palácio de Sant'Ana, em Ponta Delgada, no final do segundo de três dias de visita oficial do primeiro-ministro aos Açores, depois de terem divulgado uma declaração conjunta subscrita pelos executivos da República e açoriano.

"O novo patamar de relacionamento entre a República e a região não resulta só do facto de o atual primeiro-ministro ser um autonomista militante, mas porque esta é a visão conjuntamente partilhada pela totalidade dos membros do Governo e que responsabiliza todos nos termos do nosso programa de Governo", acentuou António Costa.

Em jeito de balanço, no mesmo sentido de António Costa, o presidente do Governo Regional dos Açores disse que "o encontro superou" as suas "expectativas".

"Superou as expectativas não apenas por aquilo que ficou decidido e concretizado, por exemplo no Plano de Revitalização da Ilha da Terceira, matéria que há tanto tempo se insistia junto do anterior Governo da República", disse o dirigente socialista, aqui numa crítica ao executivo que foi liderado por Pedro Passos Coelho (PSD/CDS-PP).

Vasco Cordeiro elogiou depois António Costa, dizendo que o primeiro-ministro "tem uma consciência lúcida daquilo que são os desafios com que a Região Autónoma dos Açores está confrontada no momento presente".

Da declaração conjunta, que contém a matéria acordada entre os governos da República e dos Açores, Vasco Cordeiro apontou progressos em áreas como o policiamento, a construção de uma nova prisão em Ponta Delgada e o apoio à investigação científica.

O presidente do Governo Regional dos Açores referiu, porém, que nem todas as questões com o executivo de Lisboa estão resolvidas e citou o caso "dos direitos da região sobre a zona marítima circundante do arquipélago".

"Mas há uma disponibilidade para um trabalho franco, tendo em vista ultrapassarem-se as divergências que ainda possam existir", acrescentou.

Logo a seguir, António Costa procurou evidenciar o peso político que atribuiu a esta visita oficial aos Açores, dizendo que foi a que teve a acompanhá-la mais membros do executivo, sete ministros (dos Negócios Estrangeiros, Defesa, Adjunto, Saúde, Ciência, Mar e Planeamento) e a secretária de Estado do Turismo.

"Nesta afirmaram-se as ideias fundamentais de solidariedade - quer nas respostas à crise do setor leiteiro e às consequências da recente intempérie, quer na revitalização económica da ilha Terceira - e parceria, sobretudo no desenvolvimento das potencialidades económicas e científicas do mar", declarou António Costa.