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Assunção Cristas espera “consenso alargado” em políticas de apoio à família

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JOSÉ COELHO/LUSA

A presidente do CDS considera que a questão da natalidade e do apoio às famílias “é estrutural”. Cristas lembra que o partido apresentou “25 projetos” sobre o assunto, esperando que outros partidos tragam mais ideias à discussão

A presidente do CDS, Assunção Cristas, defendeu este sábado um "consenso alargado" junto de todos os partidos e dos parceiros sociais nas políticas de apoio à família e à natalidade.

"O que posso dizer é que trabalharemos ativamente para colocar na agenda política aquilo que na nossa perspetiva são questões relevantes para os portugueses. A questão da natalidade, do apoio às famílias é muito relevante, é estrutural e entendemos que deve reunir um consenso alargado entre os vários partidos e também junto dos parceiros sociais", disse Assunção Cristas.

A líder do CDS falava aos jornalistas este sábado em Ponta Delgada, nos Açores, onde esteve nas festas do Senhor Santo Cristo dos Milagres, depois de ser questionada sobre as declarações do primeiro-ministro, António Costa.

O chefe do Governo reagiu hoje com a expressão "é a vida" após ser confrontado com afirmações do presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, que afastou a possibilidade de consensos a curto prazo com o Governo socialista.

Em entrevista ao jornal “Sol”, Pedro Passos Coelho recusou a hipótese de consensos com o executivo socialista, apesar dos apelos nesse sentido do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

“Do PS ainda não ouvimos nada neste momento”

Assunção Cristas adiantou que na próxima semana está previsto o primeiro agendamento potestativo do CDS na Assembleia da República sobre políticas de apoio à família e à natalidade, que considerou um "problema estruturante" do país.

"Aproveitei para, no debate quinzenal, perguntar ao primeiro-ministro se apoiava essas medidas e essas políticas -- o Governo já riscou e reverteu uma muito importante que era o quociente familiar -, mas perguntei-lhe se à parte disso estava disponível para vir ao encontro das propostas do CDS. Há grupos parlamentares que sei que o farão, do Partido Socialista ainda não ouvimos nada neste momento", destacou.

A dirigente centrista adiantou que o partido apresentou "25 projetos, entre projetos de lei e projetos de resolução", trabalho feito com "muito afinco".

Assunção Cristas está esperançada que tal possa "ser reconhecido e ser também um mote para que outros partidos tragam outros projetos para serem discutidos em conjunto" e gerar-se um "consenso muito alargado".

"Gostaria de ver um afinco por parte de quem considera que é relevante olhar para o país a médio e a longo prazo e não num curtíssimo prazo", declarou, acusando o Governo e o Partido Socialista de olharem "para o país num curtíssimo prazo", ao qual "estão a fazer mal".