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Secretário de Estado critica aplicações de entidades do Estado em offshores

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Marcos Borga

Mourinho Félix diz que ainda não tem confirmação de que entidades públicas tenham recorrido a paraísos fiscais. Mas, a ter acontecido, “parece difícil de justificar”

Filipe Santos Costa

Filipe Santos Costa

Jornalista da secção Política

O secretário de Estado das Finanças Ricardo Mourinho Félix disse esta sexta-feira que "parece difícil de justificar" que empresas públicas ou outras entidades ligadas ao Estado português tenham feito aplicações financeiras em paraísos fiscais.

Conforme o Expresso noticiou, o Bloco de Esquerda questionou o Governo sobre a existência dessas aplicações e, de acordo com dados do Fundo Monetário Internacional, em 2015 o Estado tinha 167 milhões de dólares (148 milhões de euros) aplicados em duas offshores: Jersey (131 milhões de dólares) e Jordânia (17 milhões de dólares).

Esta sexta-feira de manhã, durante um debate sobre banca que versou também os paraísos fiscais, o secretário de Estado foi questionado sobre o assunto mas não tinha dados para responder aos deputados. "Já contactámos entidades sob as quais está cerca uma centena empresas públicas, e não temos até agora informação de que exista alguma aplicação em países que estejam na lista de paraísos fiscais", respondeu Mourinho Félix.

O governante explicou ainda que vai agora optar pelo "caminho inverso": contactar o FMI, para "saber de onde vem essa informação" divulgada pelo organismo sedeado em Washington. A ideia, explicou, é perceber se se houve uma "má classificação por parte do FMI" ou, se se confirmarem esses dados, “identificar alguém que esteja a ocultar informação [em organismos do Estado], o que seria extremamente grave”.

E concluiu que, a confirmar-se essa aplicação por parte de entidades do Estado em offshores, isso "parece dificil de justificar".