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Costa: Decisão da DBRS não “é uma surpresa”

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TIAGO PETINGA/ Lusa

O primeiro-ministro considerou que a manutenção da dívida pública portuguesa, com perspetiva estável, já era “esperada” tendo em conta a execução orçamental registada em Portugal

O primeiro-ministro, António Costa, afirmou esta sexta-feira que a decisão da agência de notação financeira DBRS de manter o 'rating' da dívida pública portuguesa, com perspetiva estável, era a esperada face à execução orçamental registada em Portugal.

António Costa falava aos jornalistas a meio de uma visita à Base nº 4 das Lajes, no primeiro de três dias do seu programa nos Açores.

O primeiro-ministro considerou que a decisão da DBRS era "a esperada", sendo "uma boa notícia", mas sem constituir "uma surpresa" e acentuou que o foco do seu executivo passa antes por cumprir os compromissos eleitorais e promover o crescimento económico, de forma a permitir "uma boa consolidação orçamental".

Em declarações aos jornalistas, António Costa justificou que já esperava essa decisão da agência de notação financeira canadiana "face à evolução da execução orçamental, mas também às previsões que têm sido estabilizadas sobre a evolução da economia, quer sobre a estabilidade do país, quer, ainda, sobre as metas orçamentais fixadas".

"É obviamente uma boa notícia, mas não fico surpreendido. É para isso que temos trabalhado e vamos continuar a trabalhar para prosseguir este reforço da confiança no futuro da economia portuguesa e nas condições de investimento em Portugal", declarou o primeiro-ministro.

Interrogado se espera que as outras agências de 'rating' retirem Portugal dos níveis de lixo, António Costa advertiu que cada uma dessas agências "tem critérios e metodologias próprias".

Mas também secundarizou as avaliações das agências de 'rating', afirmando: "O Governo não é aí que está focado". "O nosso foco é cumprir os compromissos constantes no programa do Governo, trabalhar para termos maior crescimento económico que ajude à consolidação orçamental", acrescentou.